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Marceneiro é investigado por suposto golpe contra 27 clientes no Distrito Federal
Foto: Divulgação

Moradores relatam pagamentos antecipados via Pix por móveis planejados que nunca foram entregues; casos são apurados pela Polícia Civil do Distrito Federal

O que começou como o projeto de móveis sob medida terminou em prejuízo para ao menos 27 moradores do Distrito Federal. Um marceneiro é acusado de oferecer serviços pelas redes sociais, receber valores antecipados e não cumprir os prazos de entrega. As denúncias foram formalizadas em boletins de ocorrência registrados na Polícia Civil do DF.

 

Segundo relatos, o primeiro contato ocorria principalmente pelo Facebook. Após negociação, o profissional solicitava um sinal para compra de material, alegando promoções com fornecedores e urgência para fechar o contrato. A entrega era prometida para poucas semanas depois. No entanto, ao fim do prazo, iniciavam-se sucessivos adiamentos, sempre acompanhados de justificativas.

 

Em dezembro de 2025, uma advogada de 46 anos contratou Luciano Bandeira de Oliveira, de 50 anos, para produzir um beliche infantil sob medida por R$ 1,2 mil. Ela pagou R$ 700 de entrada, com previsão de entrega em janeiro de 2026.

 

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De acordo com a cliente, o marceneiro transmitia confiança ao afirmar que mantinha oficina estruturada em casa e garantia prazos curtos. Com a aproximação da data combinada, porém, as respostas se tornaram vagas. Após novos adiamentos e sem comprovação de que o móvel estivesse pronto, ela decidiu cancelar o contrato, mas não recebeu o valor de volta.

 

Clientes mostram pagamentos feitos via PIX e esperam pelos móveis planejados que nunca chegaram

 

Situação semelhante ocorreu com outra moradora que encomendou um rack com painel ripado por R$ 4,6 mil e transferiu R$ 2,8 mil como sinal. O prazo de entrega, previsto para outubro de 2025, também não foi cumprido.

 

Em setembro do mesmo ano, uma aposentada de 69 anos contratou um guarda-roupa planejado por R$ 3 mil e pagou R$ 1,7 mil de entrada. Segundo o relato, os atrasos eram acompanhados de explicações recorrentes sobre imprevistos.

 

Moradores do DF registraram boletins de ocorrência após não receberem produtos encomendados

Foto: Reprodução

 

PAGAMENTOS EM CONTAS DE TERCEIROS

 

Outro ponto destacado nos registros é que os valores não eram depositados diretamente em conta no nome do marceneiro. Em alguns casos, as transferências via Pix foram feitas para contas vinculadas à esposa ou à filha do investigado, menor de idade.

 

Clientes apontam que o uso de contas de familiares pode ter dificultado a identificação imediata do destino dos recursos e eventual bloqueio judicial. Até o momento, não há decisão que indique participação direta dos familiares, e a eventual responsabilidade de terceiros depende de apuração individualizada.

 

DEFESA

 

Procurado, o marceneiro negou ter agido com má-fé. Ele afirmou que perdeu o controle da demanda, o que teria provocado o acúmulo de serviços e os atrasos nas entregas. Segundo o investigado, parte dos clientes já foi ressarcida, e ele tenta devolver os valores pendentes gradualmente.

 

As investigações continuam, e o espaço segue aberto para novas manifestações da defesa. 

 

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