O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (28), durante uma audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado americano, que **“ninguém sabe” quem assumiria o poder no Irã caso o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, fosse deposto. Rubio ressaltou que essa é uma questão em aberto e extremamente complexa, muito mais difícil de prever do que outras transições políticas recentes.
Rubio fez as declarações ao responder perguntas de senadores sobre a situação no Oriente Médio e as crescentes tensões entre Washington e Teerã. Ele destacou que o sistema de poder no Irã não depende apenas do líder supremo, mas também envolve a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e outros atores com funções políticas que, em última instância, estão subordinados ao aiatolá.
“É uma questão em aberto. Ninguém sabe o que assumiria”, disse Rubio, ressaltando que, mesmo diante de possíveis mudanças, é difícil antecipar quem governaria o país ou como seria essa transição.
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Rubio comparou a situação com outras transições políticas recentes, como a da Venezuela, e disse que a dinâmica iraniana é ainda mais complicada, justamente por se tratar de um regime consolidado há décadas com estruturas profundas de poder.
Na mesma audiência, ele também defendeu que os Estados Unidos mantenham uma presença militar robusta na região para poder responder de forma rápida a possíveis ataques contra tropas e instalações americanas ou de aliados, e não descartou a possibilidade de ações preventivas, se consideradas necessárias para a defesa.
A declaração ocorre em meio a um período de forte pressão sobre o Irã, com relatos de que protestos e dificuldades econômicas teriam enfraquecido o domínio do regime, segundo análises de inteligência norte-americanas citadas recentemente por veículos internacionais.
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As tensões e a incerteza em torno de uma eventual mudança de poder em Teerã refletem a complexa situação geopolítica no Oriente Médio, onde os EUA e seus parceiros continuam monitorando atentamente os desdobramentos.