Inquérito foi concluído após quase seis meses, mas conclusões permanecerão em sigilo; tragédia deixou três mortos e cinco desaparecidos.
Quase seis meses após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, a Marinha do Brasil concluiu o inquérito que investigou as circunstâncias do acidente ocorrido no dia 13 de fevereiro, no Encontro das Águas, em Manaus. O processo foi encaminhado ao Tribunal Marítimo, órgão responsável por julgar acidentes e fatos da navegação em todo o país.
A investigação foi conduzida pela Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental por meio do Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), encerrado oficialmente em 23 de julho. O procedimento teve como objetivo identificar as causas do naufrágio e verificar a existência de possíveis responsabilidades pelo acidente.
Apesar da conclusão da apuração, a Marinha informou que o conteúdo do inquérito permanecerá sob sigilo. Dessa forma, não serão divulgadas, neste momento, as conclusões da investigação nem eventuais falhas constatadas durante os trabalhos.
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O Tribunal Marítimo confirmou o recebimento dos autos e informou que dará início à fase de autuação do processo, etapa que antecede a análise e o julgamento do caso, conforme prevê a legislação brasileira.
A lancha, de propriedade da empresa Lima de Abreu Navegações, realizava o trajeto entre Manaus e Nova Olinda do Norte quando afundou no Encontro das Águas, provocando uma das maiores tragédias fluviais registradas no Amazonas neste ano.
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Ao todo, 71 pessoas foram resgatadas com vida. O acidente resultou na morte de três passageiros, enquanto outras cinco pessoas seguem desaparecidas, mesmo após meses de buscas e investigações. O julgamento do Tribunal Marítimo deverá definir as responsabilidades administrativas relacionadas ao naufrágio.