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Mario Sabino critica cobertura da imprensa sobre eleitores de Flávio Bolsonaro durante campanha eleitoral
Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro

Em artigo publicado nesta terça-feira (20), colunista questiona a generalização de comportamentos atribuídos a apoiadores do candidato e critica a atuação de André Janones nas redes sociais.

O jornalista e colunista Mario Sabino criticou, nesta terça-feira (20), a cobertura de parte da imprensa sobre os eleitores do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Em artigo publicado no Metrópoles, ele afirmou que episódios envolvendo apoiadores do político estariam sendo utilizados para associar comportamentos individuais a todo o eleitorado bolsonarista.

 

Segundo Sabino, reportagens que destacam casos de violência, racismo e misoginia envolvendo determinados eleitores podem contribuir para a construção de uma imagem negativa de todo o grupo político. Na avaliação do jornalista, essa abordagem poderia influenciar a percepção dos eleitores indecisos durante o segundo turno das eleições presidenciais.

 

O colunista também direcionou críticas ao deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela criação do canal de WhatsApp denominado "Exército do Lula". Sabino acusou o parlamentar de disseminar informações falsas durante a campanha eleitoral, embora a análise técnica realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgada anteriormente, não tenha identificado conteúdos falsos específicos no canal examinado.

 

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Ao abordar a atuação da imprensa, o jornalista argumentou que a generalização de comportamentos não é exclusiva de um campo político. Ele reconheceu que integrantes da direita também utilizam estratégias semelhantes contra adversários de esquerda, mas avaliou que existe uma diferença na abrangência da cobertura jornalística.

 

Para fundamentar sua análise, Sabino mencionou o escritor e filósofo italiano Umberto Eco, autor da obra "A Fábrica do Inimigo". O livro aborda os mecanismos históricos e sociais utilizados para transformar determinados indivíduos ou grupos em adversários coletivos, frequentemente associados a características consideradas negativas.

 

O artigo também apresenta exemplos históricos relacionados à construção da imagem de inimigos, incluindo perseguições religiosas, preconceitos culturais e a representação de determinados grupos sociais como ameaças. Segundo a interpretação apresentada pelo colunista, essas práticas continuam presentes nos debates políticos contemporâneos.

 

Sabino destacou ainda que a desumanização de adversários pode intensificar a polarização política e dificultar o diálogo entre pessoas com opiniões diferentes. Para ele, atribuir características negativas a todos os integrantes de um grupo, com base em episódios isolados, contribui para ampliar divisões na sociedade.

 

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Ao encerrar o artigo, o jornalista fez um alerta aos profissionais da imprensa sobre os riscos de permitir que posicionamentos políticos interfiram na maneira como os eleitores são retratados. As declarações representam a avaliação pessoal do colunista e fazem parte do debate sobre a cobertura jornalística das eleições presidenciais de 2026.

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