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Mark Carney alfineta Trump e diz que anexar Canadá aos EUA é ''loucura''
Foto: ANDREJ IVANOV

Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney promete um novo governo resistente à retórica americana e com foco no fortalecimento econômico

Mark Carney tomou posse nesta sexta-feira (14/3) como primeiro-ministro do Canadá. Após 10 anos de governo sob a administração de Justin Trudeau, um novo rosto assume a posição de premiê.

 

O economista e ex-governador dos Banco do Canadá assume o cargo em meio a um cenário de crescente tensão com os Estados Unidos, impulsionado por declarações polêmicas do presidente Donald Trump.

 

Nos últimos meses, Trump impôs tarifas a produtos canadenses e sugeriu publicamente a possibilidade de anexação do Canadá como o 51º estado norte-americano. A declaração gerou indignação entre líderes políticos e cidadãos canadenses, além de fortalecer um sentimento nacionalista no país.

 

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O novo premier canadense, Mark Carney, trabalhou no banco de investimentos Goldman Sachs antes de assumir a liderança do Banco Central do Canadá durante a crise financeira de 2008–2009. No Reino Unido, Carney dirigiu o Banco da Inglaterra durante o Brexit.

 

Ele é o primeiro “primeiro-ministro” canadense a assumir o cargo sem nunca ter ocupado uma cadeira na Câmara dos Comuns ou no Senado. Mark assume o cargo durante um dos momentos mais hostis nas relações Canadá-EUA.

 

Com forte currículo, ele é apresentado como alguém preparado para liderar um país abalado por uma guerra comercial fomentada pelo governo de Trump, antes considerado seu aliado mais próximo. Carney declarou que o Canadá não “não pode mais confiar” nos EUA, elevando o nível de tensão entre as potências.

 

Durante a posse, Carney foi enfático ao descartar qualquer possibilidade de submissão às ideias de Trump, além de declarar que a ideia de anexar o Canadá aos EUA é uma “loucura”. O novo premiê reforçou que está aberto a negociações com Washington, mas somente dentro do respeito à soberania canadense.

 

“Nunca, de forma alguma, faremos parte dos Estados Unidos”, ressaltou.

 

A postura assertiva de Mark Carney pode intensificar as dificuldades diplomáticas entre os dois países, que enfrentam disputas comerciais desde o início do segundo mandato de Trump.

 

A imposição de tarifas sobre aço, alumínio e produtos agrícolas canadenses levou a uma deterioração da relação bilateral, e espera-se que o novo governo busque uma solução para minimizar os impactos econômicos da crise.

 

Com experiência na condução de políticas monetárias durante crises econômicas, Carney terá o desafio de restaurar a confiança dos mercados e fortalecer a economia canadense diante das adversidades impostas pelo governo norte-americano.

 

Além disso, a pressão política interna é um fator a ser considerado. Carney assume um mandato-tampão, após a renúncia de Trudeau. Com isso, uma eleição federal deve ser realizada até 20 de outubro, mas pode ser convocada em breve.

 

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Agora, o novo primeiro-ministro terá de equilibrar a defesa da soberania nacional e a necessidade de manter relações comerciais sólidas com o maior parceiro econômico do Canadá.

 

Fonte: Metrópoles

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