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Marrocos, Haiti, Escócia: Esse é o 'grupo da sorte' que o Brasil precisa para recuperar a autoestima na Copa do Mundo
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Marrocos, Haiti e Escócia formam o grupo do Brasil na Copa do Mundo 2026. Veja retrospecto, probabilidades de classificação e o caminho para a recuperação

O Grupo C da Copa do Mundo de 2026 reúne Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia. Apesar do empate em 1 a 1 com o Marrocos na estreia, a Seleção Brasileira tem 94% de chance de classificação e mira o jogo contra o Haiti para retomar a autoestima.

 

Empate amargo na estreia, líder inesperado na ponta e uma chave que, no papel, parecia tranquila. O grupo do Brasil na Copa do Mundo 2026 começou a desenhar uma história mais complicada do que se imaginava.

 

Marrocos segurou a Amarelinha no MetLife Stadium, a Escócia surpreendeu ao vencer o Haiti, e a tabela do Grupo C ganhou contornos de alerta para quem sonhava com a "Copa da autoestima". Mas calma. Os números ainda sorriem para o Brasil, e cada jogo desta fase de grupos carrega um peso enorme na corrida pelo mata-mata.

 

Nesta análise, você vai descobrir:

- Por que o empate com Marrocos acendeu a luz amarela e o que Ancelotti disse sobre isso

- O retrospecto histórico do Brasil contra cada adversário da chave

- As probabilidades reais de classificação no Grupo C

- O alerta dos "azarões" escoceses e o caminho para a recuperação brasileira

 

O começo do Grupo C na Copa do Mundo 2026

 

Imagem: Rafael Ribeiro / CBF

 

A primeira rodada bagunçou as expectativas. Quem imaginava um Brasil dominante na estreia se deparou com uma Seleção irregular, que precisou correr atrás do prejuízo diante do Marrocos.

 

No MetLife Stadium, em Nova Jersey, os africanos abriram o placar. O Brasil reagiu ainda no primeiro tempo e, na etapa final, Vini Jr. marcou o primeiro gol da Amarelinha nesta Copa, garantindo o 1 a 1. Resultado: um ponto para cada lado.

 

Mais cedo, no Gillette Stadium, em Boston, a Escócia fez o que ninguém esperava. Bateu o Haiti por 1 a 0, com gol de John McGinn, e assumiu a liderança isolada da chave. O triunfo encerrou um jejum escocês em Copas que durava desde 1990.

 

A tabela ao fim da primeira rodada ficou assim: Escócia na ponta, seguida por Marrocos, Brasil e Haiti zerado.

 

Ancelotti comenta após o empate

O técnico não escondeu a insatisfação, mas evitou o tom catastrófico. Logo após o jogo, Carlo Ancelotti foi direto ao apontar os problemas:

"A equipe não jogou bem, alguns problemas de equilíbrio de equipe. Falta demais, muitas bolas perdidas, e aí temos que melhorar nesse aspecto. Fomos melhor no segundo tempo e não podemos perder a confiança. A Copa do Mundo não se ganha no primeiro jogo."

No dia seguinte, o italiano mudou o tom nas redes sociais, pedindo união: "Demos o primeiro passo na Copa do Mundo. É só o começo. Vamos juntos!". A mensagem é clara, para o comandante, a recuperação da autoestima começa pela coletividade.

 

O retrospecto do Brasil contra Marrocos, Haiti e Escócia

Aqui vale uma observação dos palpites de especialistas em futebol que tranquiliza o torcedor: o Brasil tem histórico positivo contra todos os adversários da chave. Curiosamente, o Haiti se tornou a 50ª seleção diferente que a Amarelinha enfrenta na história das Copas do Mundo.

 

Quando colocamos os confrontos lado a lado, a soberania brasileira fica evidente, com um detalhe que merece atenção:
 

 

Adversário

Retrospecto (Jogos / V-E-D)

Veredito do especialista

Marrocos

3 jogos / 2V-0E-1D

Histórico equilibrado e alerta ligado: foi quem venceu o último duelo

Haiti

3 jogos / 3V-0E-0D

Domínio absoluto, 17 gols marcados, apenas 1 sofrido

Escócia

10 jogos / 8V-2E-0D

Freguês histórico, mas vive momento de confiança rara

 

Brasil x Marrocos: O único que já bateu a Seleção

O confronto contra os marroquinos é o mais delicado dos três. Em três jogos, são duas vitórias brasileiras (incluindo o 3 a 0 na Copa de 1998) contra uma marroquina.

 

E essa única derrota é recente: março de 2023, em Tânger, quando o Brasil interino de Ramon Menezes perdeu por 2 a 1. Não é só lembrança histórica, o Marrocos atual chega embalado. Os africanos estão invictos há 21 jogos e marcaram 15 gols nos últimos cinco. Ou seja, o empate na estreia não foi acaso.

 

Brasil x Escócia: Dez duelos, zero derrotas

Contra os escoceses, a história é de tranquilidade. Foram dez confrontos, com oito vitórias brasileiras e dois empates, nenhuma derrota. Em Mundiais, foram quatro encontros (1974, 1982, 1990 e 1998).

 

O dado que pesa para o outro lado: a Escócia disputa sua nona Copa e nunca passou da fase de grupos. É justamente esse tabu que a equipe de Steve Clarke tenta quebrar agora.

 

Brasil x Haiti: Primeiro encontro em Copas

O duelo contra o Haiti é inédito em Mundiais, mas os times já se cruzaram três vezes, sempre com goleadas brasileiras. O placar mais marcante foi o 7 a 1 na Copa América Centenário de 2016, com três gols de Philippe Coutinho.

 

No papel, é o jogo mais acessível da chave. E, convenhamos, é exatamente o tipo de adversário que o Brasil precisa para reencontrar a confiança ofensiva.

 

As probabilidades de classificação do Brasil no Grupo C

Apesar do empate, a matemática segue claramente favorável. Segundo levantamento do portal The Athletic, o Brasil é o time com maior chance de avançar no grupo.

 

Vamos aos números, que falam alto:

 

 

Seleção

Chance de classificação

Análise

Brasil

94%

Favoritismo amplo, mesmo com a estreia abaixo do esperado

Escócia

88%

Surpresa positiva, a vitória sobre o Haiti mudou tudo

Marrocos

83%

Forte, mas o duelo com a Escócia será decisivo

Haiti

12%

88% de chance de cair na fase de grupos

 

Detalhando o caso brasileiro, as projeções apontam:

- 51% de chance de terminar em primeiro do grupo

- 30% de chance de terminar em segundo lugar

- 13% de chance de terminar em terceiro

- Apenas 6% de risco de ficar de fora

 

Se confirmar o favoritismo e fechar em primeiro, o Brasil encara o segundo colocado do Grupo F em Houston, no dia 29 de junho.

 

Por que o jogo contra o Haiti é tão importante?

Aqui está o ponto-chave da recuperação. Uma vitória sobre os haitianos deixaria o Brasil em situação confortável para garantir a vaga nos 16 avos de final. Um tropeço, por outro lado, jogaria toda a pressão para a última rodada contra a Escócia.

 

E vale lembrar: além de somar pontos, marcar gols importa. Em caso de empate na pontuação, a Fifa usa o saldo de gols como primeiro critério de desempate. Contra um Haiti frágil defensivamente, é a chance perfeita de melhorar esse indicador.

 

O alerta da Escócia: "podemos crescer como azarões"

Não dá para subestimar os líderes da chave. A vitória sobre o Haiti soltou a Escócia, e o discurso vindo do vestiário escocês é de confiança, mas com os pés no chão.

 

O meio-campista John McGinn, autor do gol da estreia, resumiu a estratégia: "Talvez seja melhor para nós jogarmos no contra-ataque, tornando o jogo difícil para eles." Já Lewis Ferguson, do Bologna, foi além: "Sinto que podemos crescer nesse tipo de jogo, quando chegamos como azarões."

 

Para o técnico Steve Clarke, aos 62 anos disputando sua primeira Copa, o momento é de aproveitar. "Os próximos dois jogos contra equipes do top 10 mundial serão difíceis, mas vamos enfrentá-los com um pouco menos de pressão", afirmou. Um time leve e sem nada a perder pode ser, sim, perigoso.

 

O caminho para a 'Copa da autoestima'

A leitura geral é simples, mas exige atenção. O Brasil segue como amplo favorito do Grupo C, com 94% de chance de avançar e histórico positivo contra todos os rivais. A estrutura está montada para a classificação.

 

O que ficou faltando na estreia foi o futebol convincente, aquele que devolve a confiança ao torcedor e ao próprio elenco. Ancelotti acertou ao falar em "primeiro passo": a Copa é um processo, e a fase de grupos serve justamente para ajustar a engrenagem.

 

Os próximos capítulos já têm data marcada. O Brasil enfrenta o Haiti em 19 de junho, na Filadélfia, e fecha a primeira fase contra a Escócia em 24 de junho, em Miami. Dois jogos para transformar um começo morno em uma campanha de respeito.

 

A "Copa da autoestima" não se conquista numa rodada. Mas, com os números a favor e adversários ao alcance, o Brasil tem tudo para reescrever o tom da sua participação, começando pelo Haiti.

 

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