Segundo especialista, não é um método comprovado cientificamente e causa riscos de infecção bacteriana
A influencer Sarah Sol viralizou ao exibir um método de rejuvenescimento facial inusitado: usando o próprio sangue menstrual como máscara no rosto. A técnica foi seguida por inúmeras mulheres nas redes. De acordo com Sol, é uma forma "pura e fresca" de buscar hidratação para a pele.
"Você quer o antigo segredo feminino para uma pele jovem e brilhante? Bem, agora você sabe qual é. Sai daí de baixo... bem entre suas pernas", escreveu a autodenominada educadora do ciclo menstrual e da cura do útero.
Esta tendência, inspirada na corrente do 'Sagrado Feminino', que defende que a mulher precisa se reconectar com a essência do que é feminino, tem se popularizado há alguns anos e agora voltou a ganhar força nos últimos meses. Para as adeptas, o muco cervical misturado com sangue serve como um rejuvenescedor, ajuda na prevenção de rugas, além de deixar a pele macia e hidratada.
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PRÁTICA NÃO É RECOMENDADA
Segundo dermatologista Patrícia Ormiga, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro, em entrevista ao GLOBO, a utilização de sangue menstrual para máscaras faciais não é uma prática com bases científicas.

Foto: Reprodução
— Existem muitas lendas sobre o cuidado com a pele. Algumas funcionam de fato, outras não. Essa do sangue menstrual é uma delas que não existe estudo que mostre a eficácia e não há recomendações médicas — afirma a especialista.
Além disso, o sangue humano é suscetível a contaminação e proliferação de bactérias o que pode levar a danos na pele da paciente.
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— Pode haver bactérias que, dependendo das lesões que a paciente tiver no rosto, como uma espinha, ou um simples machucado, entram no organismo, causam uma dermatite, infecções, e até outros desdobramentos mais graves — acrescenta Ormiga.
Fonte: O Globo