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Matemática 2025: como ensinamos e (o pouco) que aprendemos
Foto: Reprodução

Ensinar matemática exige mais que fórmulas. Veja o que o Porvir destacou em 2025 sobre formação de professores, metodologias e o medo de aprender matemática

Os indicadores nacionais e internacionais que monitoram o aprendizado de matemática mostram que há um longo caminho a ser percorrido. É sabido que muitos estudantes enfrentam dificuldades, e os dados revelam um cenário complexo, marcado por estereótipos e preconceitos, tanto para quem está aprendendo quanto para quem está ensinando.

 

Ao longo de 2025, o Porvir dedicou parte da sua cobertura à reflexão sobre a matemática. As abordaram desde a importância da formação docente para o avanço dessa área até questões relacionadas à saúde mental, como a ansiedade matemática.

 

Confira abaixo algumas das principais reportagens publicadas no Porvir este ano sobre matemáticaA qualidade da formação inicial e continuada de professores que ensinam matemática no Brasil está diretamente conectada à eficácia das políticas públicas. Remover lacunas no processo de formação é fundamental para que as aprendizagens em matemática mudem. Isso depende de programas de formação estruturados, que apresentem novas formas de ensinar, metodologias inovadoras e novas maneiras de trabalhar o componente curricular.

 

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A secretária de Educação Básica do MEC (Minstério da Educação), Kátia Schweickardt, reforça que a eficácia das políticas públicas em matemática depende da participação ativa e consultiva dos professores. Segundo ela, não é possível pensar em políticas educacionais sem ouvir quem está nas salas de aula. As decisões tomadas nos gabinetes precisam dialogar com a realidade das escolas a fim de criar estratégias aplicáveis e transformadoras.

 

Como os currículos das licenciaturas impactam o ensino da matemática? Quando os futuros professores aprendem apenas o que é considerado tradicional, isso se reflete no que ensinarão quando chegarem às salas de aula. Investir na formação que capacite docentes a diagnosticar dificuldades e atuar com abordagens flexíveis é fundamental para transformar o cenário de aprendizagem e atender à diversidade de estudantes.

 

Grupo de três pessoas discutindo equações matemáticas em um quadro branco.

Foto: Reprodução

 

Dificilmente alguém questionaria o propósito de estudar a história do Império Romano. No entanto, é comum perguntar se aprender equações de segundo grau é algo realmente necessário. Esse tipo de dúvida revela uma compreensão da educação baseada apenas na utilidade prática. Esta reportagem argumenta que a matemática vai além do uso cotidiano, sendo importante para o desenvolvimento do raciocínio lógico, da abstração e do pensamento crítico. Os especialistas ouvidos pelo Porvir afirmam que restringir a aprendizagem e ensino de matemática a apenas ao que é considerado útil pode limitar o potencial intelectual dos estudantes e empobrecer o currículo.

 

A metodologia “TaRL”, do inglês Teaching at the Right Level (ensinar no nível certo, em tradução livre), propõe que estudantes sejam ensinados com base em seu nível de proficiência real em matemática e não de acordo com a série em que estão matriculados. Nesta entrevista, Meera Tendolkar, diretora de conteúdo e treinamento da organização indiana Pratham, explica os impactos de assumir essa nova postura e como a metodologia tem modificado a aprendizagem de diversos estudantes locais.

 

As dificuldades em matemática não são fixas e quem afirma isso é a neurociência. Com uma abordagem baseada em evidências, esta postagem traduzida do site Edutopia, dos Estados Unidos, reúne 7 dicas práticas para ajudar na otimização da memória e aprendizagem dos estudantes. Estratégias como visualização e simplificação de problemas ajudam os alunos a reter e processar informações enquanto resolvem cálculos e assimilam conceitos complexos.

 

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A pesquiadora Jo Boaler, idealizadora da abordagem Mentalidades Matemáticas, defende uma mudança de paradigma: sair de um ensino punitivo e baseado em memorização para construir um ambiente criativo e voltado à resolução de problemas. Para ela, incentivar a exploração e o erro como parte do processo de aprendizagem permite que os estudantes desenvolvam uma mentalidade de crescimento e tenham mais confiança diante de questões matemáticas.

 

Fonte: Porvir

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