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Maternidades estaduais de Manaus iniciam aplicação de anticorpo de dose única contra vírus respiratório em bebês
Foto: Guilherme Fragas / CHS

O novo anticorpo substitui gradualmente o palivizumabe, que exige aplicações mensais

As maternidades estaduais em Manaus começaram a aplicar, desde última quinta-feira (05/03), o nirsevimabe, anticorpo monoclonal de dose única utilizado na prevenção de infecções causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR). A nova tecnologia substitui gradualmente o palivizumabe, que exige aplicações mensais ao longo da sazonalidade do vírus.

 

Segundo a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, a nova estratégia amplia a proteção das crianças mais vulneráveis. A mudança, afirma, representa um avanço especialmente para famílias do interior do Estado, que antes precisavam retornar à capital para completar o esquema, com até cinco aplicações do medicamento anterior.

 

“Essa é uma medida importante para fortalecer a prevenção e garantir mais proteção aos bebês que apresentam maior risco de desenvolver complicações respiratórias”, ressaltou Nayara.

 

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Cristiane Pinheira com as gêmeas Melina e Manuela

 

O vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de hospitalização em crianças pequenas e está associado a quadros como bronquiolite e pneumonia. No Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), a implantação do anticorpo foi precedida por uma capacitação técnica que reuniu pediatras, enfermeiros intensivistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam na assistência neonatal.

 

Após o treinamento, as primeiras bebês a receber o anticorpo na unidade foram as gêmeas Manuela e Melinda, filhas da autônoma Cristiane Pinheiro. Elas nasceram no dia 23 de fevereiro, com 34 semanas de gestação e permanecem em acompanhamento na unidade. “O nascimento delas foi prematuro e eu sei que essa injeção, mesmo que doa em mim, vai protegê-las”, disse a mãe.

 

O nirsevimabe atua como um anticorpo monoclonal que oferece proteção direta contra o VSR, reduzindo o risco de evolução para formas graves da doença. A indicação inclui principalmente bebês prematuros e crianças de até 24 meses com condições clínicas que aumentam a vulnerabilidade a complicações respiratórias.

 

Fotos:Guilherme Fragas / CHS

 

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De acordo com orientações do Ministério da Saúde, as crianças que já iniciaram o esquema com palivizumabe deverão concluir o tratamento com o mesmo medicamento, enquanto os novos pacientes passarão a receber o nirsevimabe. 

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