Atletas venceram os 400 metros com barreiras e o salto com vara, respectivamente, no terceiro dia de provas em Santa Fé, na Argentina
Ao todo, o Brasil conquistou 10 medalhas no dia, sendo duas de ouro, quatro de prata e quatro de bronze. Com os resultados, a delegação brasileira chegou a 30 medalhas no atletismo, com 12 ouros, 10 pratas e oito bronzes.
Nos 400 metros com barreiras, Matheus Lima venceu com o tempo de 48s58 e estabeleceu novamente o recorde do campeonato. O brasileiro já havia melhorado a marca na semifinal, disputada na quarta-feira (23/9), quando completou a prova em 49s10.
A prata ficou com outro brasileiro, Guilherme Viana, da Orcampi-SP, que marcou 48s73 e igualou o melhor resultado da temporada.
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Aos 23 anos, Matheus vem de uma temporada extensa. No início do ano, o atleta disputou provas em pista coberta e foi finalista dos 400 metros rasos no Mundial Indoor de Kujawy Pomorze, na Polônia, além de estabelecer o recorde sul-americano da distância, com 45s71.
Na temporada ao ar livre, o cearense passou a priorizar os 400 metros com barreiras. Ele registrou o recorde pessoal de 47s26, marca que aparece entre as melhores do ranking mundial de 2026. Também terminou em terceiro lugar na final da Diamond League, com 48s18, e ficou na sétima posição do Ultimate Championship, com 48s67.
“Foi uma grande temporada, um ano incrível, maravilhoso. Estamos mostrando que não é sorte. É muito trabalho, persistência e dedicação. A cada ano que passa eu tenho melhorado mais, mesmo com muitos erros ainda para corrigir. Para os próximos anos, é melhorar cada vez mais, para ficar mais perto do pódio e do topo do ranking. Quero dedicar esse ano ao meu treinador, Sanderlei Parrela, por todo o cuidado e pela paciência que ele tem comigo”, afirmou Matheus.
No salto com vara, Juliana de Menis Campos finalmente conquistou o ouro nos Jogos Sul-Americanos depois de duas medalhas de prata, obtidas em Cochabamba, em 2018, e Assunção, em 2022.
A atleta de 29 anos venceu a prova ao alcançar 4,40 metros. O Brasil ainda garantiu outra medalha na disputa: Beatriz Benjamin Chagas ficou com a prata, ao saltar 4,30 metros.
Juliana chegou à competição após enfrentar dificuldades físicas e logísticas. A paulista sofreu uma lesão no pé cerca de 20 dias antes da prova e também precisou utilizar varas emprestadas da Argentina, já que não conseguiu transportar o equipamento que utiliza em seus treinamentos na Itália, onde vive e treina, na cidade de Pádua.
“Eu fiquei muito feliz com o resultado. Eu sabia que seria uma prova desafiadora porque torci meu pé 20 dias atrás – foi uma corrida contra o tempo. Também tive dificuldades para trazer as varas da Itália e acabei saltando com varas argentinas, que eu nunca tinha usado. Foi uma prova cansativa, longa, tive que saltar 4,40 m para ganhar o título. Estou orgulhosa de mim”, contou a atleta.
Dona de um recorde pessoal de 4,76 metros, estabelecido em 2025, Juliana também teve resultados expressivos ao longo da temporada. Em março, foi finalista do Mundial Indoor de Kujawy Pomorze, terminando na sétima colocação com 4,70 metros, sua melhor marca de 2026.
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Em junho, a atleta conquistou o Campeonato Pan-Americano de Medellín, na Colômbia, com 4,45 metros. No mês seguinte, ganhou pela nona vez o Troféu Brasil, desta vez com 4,66 metros.