Na ação, iniciada em março deste ano, o cantor conta ter levado duas multas da Subprefeitura da Mooca, de São Paulo, cada uma de R$ 10 mil
O cantor MC Daniel entrou em conflito judicial com o município de São Paulo após receber multas consideradas por ele indevidas por conta de anúncios irregulares. A ação foi iniciada em março deste ano e envolve penalidades aplicadas pela Subprefeitura da Mooca, que totalizam R$ 20 mil — sendo duas autuações de R$ 10 mil cada.
As multas foram aplicadas após a identificação de faixas instaladas em uma passarela, contendo QR Codes que direcionavam o público para a divulgação de uma música do artista. Segundo as autoridades, o material publicitário estaria em local proibido e poderia até interferir no trânsito, o que caracteriza infração às normas municipais.
Na ação judicial, MC Daniel alega que não foi responsável pela instalação das peças publicitárias e que não há provas que o vinculem diretamente à colocação das faixas. O cantor também questiona a falta de justificativa adequada para a aplicação das multas, argumentando que houve falhas no processo administrativo.
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Outro ponto levantado pela defesa do artista é que a ação teria caráter cultural, e não comercial. Com base nisso, ele sustenta que deveria ter sido notificado previamente antes da aplicação das penalidades, o que, segundo ele, não aconteceu.
Diante da situação, o funkeiro chegou a solicitar uma decisão liminar para suspender imediatamente as multas, mas o pedido foi negado pela Justiça. Mesmo assim, ele segue com o processo, buscando a anulação definitiva das autuações e das cobranças.
Por outro lado, o município de São Paulo apresentou defesa contestando os argumentos do artista. A prefeitura afirma que, ainda que não seja possível identificar quem instalou fisicamente as faixas, o cantor é o principal beneficiário da publicidade, o que justificaria sua responsabilização.
A administração municipal também rebateu a tese de caráter cultural, alegando que a divulgação de músicas, nesse caso, tem finalidade comercial e promocional. Com isso, não haveria obrigação de notificação prévia antes da aplicação das multas.
O caso reacende o debate sobre os limites das ações de marketing em espaços públicos e o cumprimento da legislação urbana, especialmente em grandes cidades. Além disso, evidencia como estratégias publicitárias criativas podem esbarrar em regras rígidas, gerando conflitos jurídicos e prejuízos financeiros.
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A disputa segue em andamento na Justiça e deve definir se o artista será obrigado a arcar com os valores ou se conseguirá reverter as penalidades impostas pela prefeitura.