Mensagem diz que profissionais que estivessem na enfermaria não deveriam dar alta a petistas, simpatizantes do Partido dos Trabalhadores, no fim de semana. Em nota, o hospital disse que as mensagem não representam o posicionamento da administração
Uma médica do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, é suspeita de ter orientado funcionários a não conceder alta a pacientes durante o fim de semana das eleições. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF) e aponta que a recomendação teria sido motivada por uma preferência política atribuída aos pacientes.
Segundo a denúncia, a médica Marcella Segato de Sousa Melo, chefe do departamento de ginecologia e obstetrícia da unidade, teria enviado a mensagem em um grupo interno de profissionais na sexta-feira (2), dois dias antes da votação. No texto, ela teria escrito: “Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista”.
O caso veio à tona após imagens da conversa serem divulgadas. Além da denúncia encaminhada ao MPF, o episódio passou a ser apurado no âmbito administrativo e profissional. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás informou que denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são investigadas de forma sigilosa.
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A direção do hospital afirmou que a mensagem foi enviada em um grupo privado e que a manifestação não representa a posição da instituição. A unidade reforçou que decisões sobre internação, permanência e alta devem seguir exclusivamente critérios clínicos, técnicos, éticos e de segurança do paciente, independentemente de convicções políticas. A médica foi retirada da escala de trabalho.
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A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia informou que adotou medidas administrativas para apurar a conduta atribuída à profissional e reforçou às equipes a necessidade de garantir atendimento adequado e igualitário aos usuários do SUS. Até o momento, a defesa da médica não havia sido localizada nas informações divulgadas sobre o caso.