Análise acompanhou mais de 841 mil pacientes nos EUA e observou taxas superiores de sobrevida em até uma década entre usuárias da classe GLP-1
Um estudo divulgado nesta quinta-feira indica que medicamentos usados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade podem estar associados à redução do risco de desenvolvimento de câncer de mama. A pesquisa também sugere que esses remédios podem ter impacto em outros tipos de tumores ligados ao excesso de peso.
Os medicamentos analisados pertencem à classe dos agonistas de GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, conhecidos popularmente por auxiliarem na perda de peso e no controle glicêmico. Esses fármacos já vêm sendo estudados por seus efeitos metabólicos e cardiovasculares.
Segundo os pesquisadores, a redução de peso corporal e da gordura visceral pode ajudar a diminuir fatores biológicos associados ao surgimento do câncer, como inflamação crônica, alterações hormonais e resistência à insulina.
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O estudo, baseado em análise de dados de pacientes acompanhados ao longo dos anos, encontrou sinais de menor incidência de alguns tipos de câncer em pessoas que utilizaram essas medicações em comparação com grupos que não fizeram uso.
Apesar dos resultados animadores, os especialistas reforçam que ainda não há confirmação de efeito preventivo direto contra o câncer de mama e que são necessários novos estudos de longo prazo para estabelecer relação causal.
Os autores também destacam que os medicamentos não substituem hábitos saudáveis como alimentação equilibrada, prática de atividade física e acompanhamento médico regular.
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A pesquisa reforça a tendência recente de investigar remédios metabólicos não apenas no controle de peso e diabetes, mas também em possíveis impactos na prevenção de doenças crônicas, incluindo o câncer.