Após prestar depoimento na manhã desta quarta-feira, 17, no 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), o médico Édson Sarkis, fundador do Hospital Santa Júlia, entre outras tantas revelações diante da imprensa, foi enfático ao dizer que sofre muito, juntamente com a família do menino Benício Xavier.
Édson Sarkis, disse também que atualmente faz parte do Conselho e não faz mais parte da Administração do hospital.
Em um vídeo gravado na recepção do 24º DIP, logo após encerrar seu depoimento, o médico afirma: “eu tenho um neto com essa idade, para falar a verdade, nesse momento em me preocupo e solidário muito mais aos familiares dessa criança do que com essa situação que está sendo investigada pela Polícia Civil”.
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do menino Benício, Édson Sarkys afirmou que não estava
no local para acusar nem responsabilizar ninguém
Sobre a noite do dia 23 de novembro, quando o menino Benício, veio a óbito após ser aplica dosagem de 3 miligramas de adrenalina diretamente em sua veia, o médico fundador da unidade hospitalar garantiu que havia uma equipe de segurança de plantão, mas que não foi acionada pela médica Juliana Brasil nem pela técnica de enfermagem Raiza Bentes.
A equipe de segurança naquele plantão tinha em uma enfermeira, além de outras duas enfermeiras e a médica farmacêutica, formando a equipe para da suporte a qualquer situação de emergência e segurança de paciente, mas em momento algum estes profissionais foram acionados.
A médica Juliana Brasil Santos prescreveu a medicação e a forma de aplicação erradas e ela mesma assumiu o erro através de mensagens de WhatsApp que enviou para outro médico de plantão.

O médico fundador do hospital afirmou também que no plantão,
dentro do protocolo de segurança, haviam três enfermeiras e uma
farmacêntica na central, mas nenhuma delas foi acionada
(Fotos: Divulgação)
No entanto a técnica de enfermagem Raiza Bentes, também cometeu erro grave, porque Édson Sarkis, reafirmou que ela tinha condições de acionar e consultar as duas enfermeiras e a farmacêutica, mas quebrou o protocolo de segurança, não o fez, e isso custou a vida do paciente.
Quanto ao padrão de atendimento o médico fundador que depôs no 24º DIP, acrescentou que o Hospital Santa Júlia tem classificação de nível 3, que o nível máximo de Excelência creditado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).
“O Hospital Santa Júlia segue protocolos e padrões de segurança e de dupla checagem, como também segue todos os protocolos formais que são exigidos pelos órgãos e conselhos nacionais e internacionais”, asseverou o médico Sarkis e uma de suas falas à imprensa presente na Delegacia de Polícia.

Benício Xavier veio a óbito após prescrição de medicamento
e aplicação erradas no dia 23 de novembro no
Hospital Santa Júlia (Fotos: Divulgação)
Édson Sarkys afirmou que não vai atribuir culpa e nem estava ali para responsabilizar nenhum funcionário individualmente, mesmo porque, reiterou que faz parte do Conselho e não integra mais a Administração do hospital.
“O Hospital Santa Júlia está de portas abertas para fiscalização dos órgãos competentes e vem colaborando com a investigação que está sendo realizada pela Polícia Civil. Não temos nada a esconder”, finalizou Édson Sarkys, momentos antes de ir embora do 24º DIP.
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