Especialistas e representantes do setor afirmam que, dependendo de como a MP 1.304 for votada e emendada, podem ocorrer mudanças relevantes para quem investe em energia solar
A Medida Provisória 1.304/2025, em análise no Congresso Nacional, abriu debate sobre os impactos que eventuais alterações regulatórias podem trazer ao setor de energia solar distribuída no Brasil. A norma trata de diferentes temas ligados ao setor elétrico, incluindo a forma como subsídios e encargos são repassados aos consumidores.
Hoje, a geração distribuída — modalidade em que consumidores instalam painéis solares em residências, comércios ou indústrias e compensam a energia gerada com a consumida — é regida pela Lei 14.300/2022, conhecida como marco legal da micro e minigeração.
Essa legislação estabeleceu regras para créditos de energia, prazos de transição e condições de uso da rede de distribuição. Especialistas e representantes do setor afirmam que, dependendo de como a MP 1.304 for votada e emendada, podem ocorrer mudanças relevantes para quem investe em energia solar.
Veja também

Setor de alimentação fora do lar mostra recuperação
Banco do Brasil fortalece operações de crédito verde com captação de U$100 milhões
Entre os pontos em discussão, estão: Custos adicionais: há temor de que parte dos encargos hoje diluídos entre todos os consumidores passem a ser cobrados diretamente de quem gera a própria energia.
Insegurança regulatória: investidores apontam que alterações em prazos ou regras de compensação podem reduzir a atratividade de novos projetos. Impactos locais: em estados como o Amazonas, onde o setor solar vem crescendo, mudanças nas regras podem influenciar a decisão de famílias e empresas que planejam instalar sistemas fotovoltaicos.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Até o momento, não há confirmação de mudanças definitivas no marco legal da geração distribuída, mas a discussão em torno da MP acendeu sinal de alerta. Entidades representativas avaliam que qualquer alteração nas regras atuais precisa ser debatida de forma ampla, sob risco de comprometer empregos, investimentos e a confiança do consumidor. A comissão mista do Congresso responsável pela análise da MP 1.304/2025 segue recebendo emendas e deve apresentar um parecer nos próximos meses. Enquanto isso, o setor solar acompanha de perto os desdobramentos.