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14/11/2020

Menino de cinco anos recolhe livros no lixo e gera mobilização na web. VEJA

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Foto: Reprodução

Matheus, de Caraguatatuba, mora em casa com os cinco irmãos e destaca sonho: "estudar".

Em uma caçamba de entulho, onde as pessoas costumam jogar o que para elas não serve mais, Matheus Ferreira de Moura, de apenas cinco anos, encontrou algo servia muito para ele: livros. Vestido apenas com um shorts, entrou na caçamba, pegou o que desejava e levou para casa. Queria apenas se divertir com o achado, mas, sem saber, estava escrevendo ali um capítulo novo da própria história.

 

Enquanto recolhia os livros em Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo, Matheus era observado por policiais militares de folga, que fizeram uma foto da cena e o seguiram, de longe, até a casa onde morava.

 

Após conhecerem Matheus e a família, os policiais divulgaram a história em uma rede social. A foto de Matheus saindo da caçamba rodou a web e mobiliza pessoas a melhorarem a vida do pequeno e da família.

 

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Matheus é um dos seis filhos que vivem na casa de Claudinei Ferreira de Moura, dona de casa, e Winderson Balbino de Lima, autônomo. A família mora em uma residência simples e, segundo a matriarca da casa, enfrenta dificuldades. Ao mesmo tempo, ela destaca que são felizes e unidos.

 

Família de Matheus, de Caraguatatuba — Foto: João Mota/TV Vanguarda

 

A união pode ser provada pelos livros. Matheus os recolheu do lixo não apenas para si, mas para dividir com os irmãos. Questionado sobre qual sonho tem para o futuro, o pequeno mostra que já deu o primeiro passo ao recolher os livros.

 

"(Meu sonho é) estudar", destacou Matheus.


“O que eu mais quero para os meus filhos é que eles tenham o que eu não tive. A minha felicidade é ver eles crescendo e conquistando o sonhos deles”, disse a mãe de Matheus, Claudinéia Ferreira de Moura.

 

Olhar atento ao próximo

 

André Pereira, Matheus e Glaucio — Foto: Arquivo pessoal/André Pereira 


Matheus recolheu os livros na caçamba de lixo na última segunda-feira (9), no bairro Caputera, de Caraguatatuba, por volta do horário do almoço. Naquela hora, os policiais militares André Pereira e Glaucio Oliveira estavam andando pela bairro quando viram a cena. A princípio, uma imagem curiosa.

 

"Achamos que poderia ser comida que ele estivesse pegando", contou o sargento André Pereira, que é de Araçatuba e passa férias na casa do amigo em Caraguatuba.

 

"Vimos que pegou os livros velhos, colocou embaixo dos braços e saiu descalço. Ficamos observando e vimos onde ele foi. A Beatriz, esposa do Glaucio, pegou umas roupas usadas para doar e fomos fazer contato. Conversamos com a família e perguntamos se eles queriam ajuda, se poderíamos divulgar a história para tentar atrair pessoas", acrescentou.

 

Na casa, os policiais militares gravaram um vídeo da família e colocaram na rede social junto com a foto do momento em que Matheus carregava os livros. Pensaram que o caso poderia repercutir no município do litoral norte. Ledo engano. A ausência de fronteiras da rede social fez a história chegar em várias cidades do Brasil e atrair pessoas para ajudar a família.

 

A repercussão positiva é comemorada por André e Glaucio.

 

Matheus e os irmãos, em Caraguatatuba — Foto: João Mota/TV Vanguarda

 

"Eles já ganharam muitas coisas, mas precisam de mais estrutura também como um tratamento odontológico. Existem muitos Matheus pelo mundo e é importante a gente olhar pro lado e ajudar o quanto pudermos", comentou Glaucio Oliveira.

 

Corrente do bem

 

Matheus, de Caraguatatuba — Foto: João Mota/TV Vanguarda

Fotos: Reproduções

 

A Associação de Combate ao Câncer de Caraguatatuba (ACC), que fica no bairro onde Matheus vive, abriu as portas para receber doações para a família, como cestas básicas e equipamentos para a casa.

 

A família tem recebido alimentos e uma escola particular da cidade ofereceu uma bolsa de estudos para Matheus. Ao conhecer a história da família, o comerciante Carlos Santana deu um video-game para colaborar com a diversão das crianças.

 

"Eu não imaginava que tinha pessoas passando por necessidade tão perto assim de mim. Vim fazer o mínimo que poderia fazer", afirmou.

 

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Na internet, uma vaquinha online é realizada para arrecadar recursos para a família de Matheus.

 

G1

 

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