Alimentação equilibrada pode ajudar a preservar a massa muscular, fortalecer os ossos e proteger a saúde cardiovascular; uso de suplementos deve ser avaliado individualmente.
A menopausa provoca mudanças hormonais que podem afetar diferentes aspectos da saúde feminina. Nesse período, a alimentação ganha importância para ajudar a preservar a massa muscular, manter a saúde dos ossos e reduzir fatores de risco para doenças cardiovasculares.
Entre os nutrientes que merecem atenção está a proteína, fundamental para a manutenção dos músculos. O consumo pode ser distribuído ao longo do dia, por meio de alimentos como ovos, peixes, carnes magras, leite e derivados, feijão e lentilha. A combinação de alimentação adequada com exercícios de força também contribui para preservar a massa muscular.
O cálcio é outro nutriente importante nessa fase. Com a redução dos níveis de estrogênio, a perda de massa óssea pode se acelerar, aumentando o risco de osteoporose. Leite, iogurte, queijos e alguns vegetais verde-escuros são fontes do mineral e podem fazer parte de uma alimentação variada.
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A vitamina D também participa da saúde dos ossos, pois contribui para a absorção do cálcio. A necessidade de suplementação depende de fatores individuais, como alimentação, exposição solar, condições de saúde e resultados de exames. Por isso, a indicação deve ser feita por um profissional de saúde.
As fibras, presentes em frutas, verduras, legumes, aveia, sementes e leguminosas, também são importantes. Elas contribuem para o funcionamento intestinal e ajudam no controle do colesterol e da glicemia, aspectos relevantes para a saúde metabólica durante e após a menopausa.
Alimentos como soja, linhaça e grão-de-bico contêm compostos vegetais conhecidos como fitoestrogênios. Embora sejam frequentemente associados ao alívio de sintomas da menopausa, as evidências sobre seus efeitos nas ondas de calor e nos suores noturnos ainda são inconsistentes. O consumo desses alimentos pode integrar uma dieta equilibrada, mas não garante o controle dos sintomas.
Em relação aos suplementos, produtos à base de isoflavonas, cimicífuga e outros compostos naturais não apresentam evidências consistentes de benefício para todas as mulheres. Além disso, alguns podem provocar efeitos adversos ou interagir com medicamentos. A recomendação é evitar a automedicação e conversar com um profissional antes de iniciar qualquer produto.
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Além da alimentação, a prática regular de atividade física, a qualidade do sono e o acompanhamento médico ajudam a cuidar da saúde durante essa fase. Quando sintomas como ondas de calor, insônia e alterações de humor prejudicam a rotina, a avaliação ginecológica permite discutir opções de tratamento adequadas às necessidades de cada mulher.