A proposta é ampliar o debate, combater tabus e oferecer informações acessíveis sobre um tema ainda cercado de estigmas
As filmagens começaram no Brasil, com relatos de mulheres ribeirinhas na floresta amazônica, e já passaram por México, Colômbia, Peru e Chile. A proposta é ampliar o debate, combater tabus e oferecer informações acessíveis sobre um tema ainda cercado de estigmas.
Ao longo da jornada, Maria reuniu dados curiosos e relevantes: mulheres que vivem em regiões de altitude elevada costumam entrar na menopausa mais cedo; altas temperaturas agravam sintomas como ondas de calor e distúrbios do sono; ruídos urbanos elevam os níveis de estresse; e a maca peruana — raiz cultivada nos Andes — se mostrou eficaz no alívio de desconfortos hormonais.
"A menopausa chega de forma inesperada para muitas mulheres. Faltam campanhas de conscientização, políticas públicas e orientação médica qualificada. Em muitos casos, os sintomas são ignorados ou tratados como fragilidade emocional. Ainda lidamos com desinformação e vergonha", alerta a jornalista.
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Atualmente, Maria também se dedica à pós-graduação em Gerontologia no Hospital Albert Einstein, onde aprofunda os estudos sobre os impactos sociais, econômicos e políticos da menopausa, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade, com pouco acesso à saúde pública.
A série também aborda temas estruturais, como o projeto de lei que propõe a inclusão da reposição hormonal no SUS, em tramitação desde 2019, e os desafios enfrentados por mulheres maduras no mercado de trabalho. Entre os pontos discutidos estão a necessidade de ambientes corporativos mais inclusivos, políticas de acolhimento e condições físicas adequadas, como banheiros climatizados.

Foto: Reprodução
A perimenopausa, fase de transição que pode se iniciar a partir dos 40 anos, envolve mais de 16 sintomas reconhecidos pela medicina, incluindo insônia, fadiga, queda da libido, alterações de humor, falhas de memória e ondas de calor.
"Essa etapa da vida pode ser desafiadora, mas também representa uma chance de reinvenção, desde que estejamos bem informadas. Esse projeto é educativo, transformador e urgente", afirma Maria.
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Com previsão de expansão até 2027, o Menopausa Sem Fronteiras deve chegar a outros continentes e ouvir mais de 300 mulheres ao redor do mundo. A proposta é registrar com profundidade, sensibilidade e realismo uma fase natural da vida feminina, que ainda carece de visibilidade e respeito.
Fonte: Uol