A família de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, foi informada pela creche apenas de que o bebê havia “passado mal” antes de ser levado para uma unidade de saúde. O menino morreu após ficar com a cabeça presa entre uma grade e uma parede, em uma creche na região central de São Paulo.
Segundo mensagens obtidas pela imprensa, a unidade comunicou o pai às 9h18 que a criança havia passado mal e estava sendo levada ao hospital. Pouco depois, informou apenas que o destino seria a UBS Mooca. Para o advogado da família, a comunicação teria feito os pais acreditarem que o filho estava recebendo atendimento médico, sem que fossem informados sobre a gravidade do acidente.
De acordo com o boletim de ocorrência, Abdoulaye ficou preso por cerca de sete minutos durante uma atividade recreativa. Funcionários conseguiram retirar a criança, que foi levada para atendimento, mas não resistiu. A sala onde ocorreu o acidente foi interditada para a realização de perícia.
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O caso foi registrado como homicídio culposo e é investigado pelo 8º Distrito Policial, no Brás. Cinco funcionários da instituição estão sob investigação, enquanto a Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança e aguarda os resultados de perícias e exames.
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A Secretaria Municipal de Educação também abriu um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da morte. Caso sejam comprovadas irregularidades, a pasta informou que poderá adotar medidas contra a organização responsável pela creche, incluindo um possível descredenciamento.