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Mensagens revelam detalhes de esquema de aliciamento e exploração sexual de menores no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução

Prints de conversas obtidas a partir da quebra do sigilo de Cordovil indicam que os participantes da organização criminosa falavam abertamente sobre levar menores para o esquema de exploração sexual

Mensagens recuperadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro revelaram detalhes de um suposto esquema criminoso de aliciamento e exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo as investigações, os envolvidos utilizavam conversas por aplicativos para negociar encontros com vítimas menores de idade e ofereciam dinheiro, celulares e presentes para facilitar a aproximação.

 

O principal investigado é o professor universitário e advogado Cordovil Antônio Nogueira Martins, preso desde março de 2026. De acordo com a polícia, ele é apontado como líder do grupo, que teria atuado na exploração sexual de menores com idades entre 10 e 16 anos. As autoridades também investigam a produção e o armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil.

 

A análise dos aparelhos eletrônicos apreendidos revelou conversas nas quais suspeitos discutiam o recrutamento de adolescentes e o envio de fotografias. Para os investigadores, os registros indicam uma possível divisão de tarefas entre os integrantes, com pessoas responsáveis por aproximar as vítimas do principal investigado.

 

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Segundo a Polícia Civil, o grupo teria utilizado benefícios materiais para conquistar a confiança das crianças e adolescentes e, em alguns casos, dificultar que os abusos fossem denunciados. As apurações também investigam a possível participação de pessoas próximas às vítimas, incluindo suspeitas de que menores tenham sido entregues para exploração em troca de dinheiro ou outras vantagens.

 

Cordovil (à esquerda) quando foi preso, em março de 2026 — Foto: Reprodução

 

Luiz Alberto Martins Sobrinho foi preso na Gávea, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução

Fotos: Reprodução

 

No sábado (10), a polícia prendeu mais dois suspeitos de envolvimento no esquema: Luiz Alberto Martins Sobrinho, na Gávea, Zona Sul do Rio, e Mariana de Oliveira Minas, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ariane Minas, filha de Mariana, continua sendo procurada pelas autoridades. A investigação busca esclarecer a participação individual de cada suspeito e identificar possíveis novas vítimas.

 

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O caso segue sob investigação, com análise de mensagens, transferências bancárias e outros materiais reunidos pelos agentes. Os suspeitos são investigados por crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes, e as acusações deverão ser avaliadas pela Justiça. A defesa de Cordovil informou que ainda não teve acesso integral aos autos e que se manifestará após analisar o material da investigação. 

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