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Mensagens revelam que tenente-coronel preso por feminicídio assediou outra PM por meses, diz investigação
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Veja prints de Geraldo Neto a outra subordinada enquanto era casado com a soldado Gisele Alves, que depois foi morta em SP. Corregedoria apura denúncia de perseguição a soldado

Mensagens extraídas do celular de um tenente-coronel da Polícia Militar, já preso sob suspeita de feminicídio, revelam que ele teria mantido por cerca de oito meses um padrão de assédio sexual e insistência contra outra policial militar.

 

De acordo com o conteúdo analisado pela investigação, o oficial enviava mensagens com teor sexual e de insistência, mesmo diante de negativas da vítima, que também é integrante da corporação. Em parte das conversas, ele afirma querer manter um relacionamento, ignorando resistências e limites impostos pela colega.

 

O material foi incluído no inquérito que já apura o caso principal envolvendo a morte da policial militar Gisele Alves, que teria sido vítima de feminicídio. A investigação aponta ainda que o comportamento do oficial com outras mulheres da corporação pode reforçar o contexto de violência psicológica e abuso de poder dentro do ambiente militar.

 

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Segundo os investigadores, as mensagens mostram um padrão de conduta reiterado, com abordagens insistentes e tentativas de aproximação mesmo após recusas claras.

 

Tenente-coronel Geraldo Neto mandava mensagens constantemente para a soldado Rariane Generoso, Numa delas, ele escreveu que queria dar um 'beijo bem gostoso nessa boca deliciosa'' — Foto: Reprodução

Geraldo Neto mandava mensagens e tentava ligar constantemente para Rariane Generoso. Oficial citava sempre que rezava para ela e que queria namorá-la. — Foto: Reprodução

Tenente-coronel Geraldo Neto chama soldado Rariane Generoso de 'linda'. Ela responde que a esposa do oficial, a também soldado Gisele Alves, a procurou no Instagram. A subordina ainda pede para ele 'manter o profissionalismo' porque não queria nada com ele, 'apenas respeito'. — Foto: Reprodução

Tenente-coronel Geraldo Neto insiste em dizer para soldado Rariane Generoso namorar com ele e que só vai parar quando eles se casarem e tiverem um 'filho bem lindo e saudável'. A subordinada responde que está sendo chamada de 'amante' dele e isso a está deixando 'muito doente'. — Foto: Reprodução

Nas mensagens que mandou para a soldado Rariane Genoroso, usando outro celular, o tenente-coronel Geraldo Neto mandou uma foto (ao centro) para provar que era ele. O oficial procurou a subordinada duas semanas após o assassinato da esposa para dizer que não a havia matado. — Foto: Reprodução

O tenente-coronel Geraldo Neto usou outro celular para enviar

mensagens à soldado Rariane Genoroso (Fotos: Reprodução)

 

O caso segue sob análise da Polícia Civil e do Ministério Público, que avaliam a extensão das condutas atribuídas ao tenente-coronel e possíveis novos desdobramentos no processo. As autoridades também apuram se houve uso de hierarquia ou influência funcional para constranger a vítima durante o período das mensagens.

 

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O oficial permanece preso enquanto o caso principal de feminicídio e as demais acusações são analisadas pela Justiça. 

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