Analistas do mercado subiram a estimativa de inflação para 4,99% em 2026, ou seja, ainda acima do teto da meta
As projeções do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira foram reduzidas para os próximos anos, segundo a edição mais recente do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) caiu para 1,88% em 2026 e também houve revisão para baixo nas expectativas para 2027 e 2028.
Para 2026, a previsão passou de 1,89% para 1,88%. Em 2027, o mercado reduziu a estimativa de 1,45% para 1,43%, enquanto a projeção para 2028 permaneceu em 1,87% na edição de 21 de setembro.
As novas estimativas aparecem em um cenário de desaceleração da atividade econômica. O Banco Central informou que o PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, abaixo da expansão de 1,1% registrada nos primeiros três meses do ano. No Relatório de Política Monetária divulgado em 24 de setembro, a autoridade reduziu sua própria previsão de crescimento para 1,8% em 2026 e 1,4% em 2027.
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Além do PIB, o Focus também acompanha as expectativas para inflação e juros. Na edição mais recente disponível, a projeção do IPCA para 2026 subiu de 4,90% para 4,92%, enquanto a estimativa para a Selic no fim do ano caiu de 13,75% para 13,50%. Para 2027, a previsão para a taxa básica permaneceu em 12%.
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O cenário projetado pelo mercado ocorre enquanto o Banco Central mantém a política monetária em nível restritivo. Segundo o relatório da autoridade monetária, a desaceleração da economia deve continuar em 2026 e 2027, enquanto as expectativas de inflação seguem acima do centro da meta de 3%.