Enric Sala compartilhou um vídeo sobre as descobertas marinhas que fez nas profundezas que cercam a ilha; Havia tubarões, ele enfatizou
A descoberta de um suposto “buraco negro” no Google Maps despertou um turbilhão de especulações nas redes sociais. O que parecia ser um enorme vazio no meio do Oceano Pacífico intrigou milhares de usuários, que rapidamente formularam teorias sobre sua origem. No entanto, após uma investigação mais detalhada, foi revelado que a formação escura corresponde à Ilha Vostok, um território desabitado pertencente à República de Kiribati.
A aparência peculiar desse local se deve à densa vegetação de árvores Pisonia, cujas folhas de um tom verde muito escuro criam a ilusão de um abismo nas imagens de satélite. Embora o mistério sobre sua forma tenha sido esclarecido, o fascínio pela enigmática ilha continuou, levando uma equipe de exploradores submarinos a mergulhar em suas águas para descobrir o que se esconde em suas profundezas.
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O “BURACO NEGRO” POR DENTRO
Um dos primeiros a documentar a vida submarina da Ilha Vostok foi o mergulhador e explorador da National Geographic, Enric Sala. Em um vídeo publicado no YouTube, ele descreveu a experiência como uma das melhores imersões de sua vida. “Havia tubarões nadando ao nosso redor, cardumes de peixes jaguar, barracudas e peixes-cirurgiões. A biodiversidade é impressionante”, relatou.
A ilha permanece quase intacta em termos de conservação natural, permitindo a existência de um ecossistema marinho rico em corais e uma fauna submarina diversificada que prospera sem interferência humana. Seu isolamento geográfico a torna um laboratório natural para o estudo da vida selvagem e dos impactos das mudanças climáticas nos recifes de coral.
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Apesar das explicações científicas, a Ilha Vostok continua a ser alvo de diversas teorias conspiratórias. Alguns usuários do Reddit sugeriram que a ilha poderia estar “censurada” por motivos desconhecidos. “Não faz sentido uma formação natural parecer tão escura em um atol tão pequeno e raso”, escreveu um usuário.
Outras especulações ligam a ilha a naufrágios, bases secretas e até inspirações para a série americana Lost. No entanto, segundo os especialistas, o desconhecimento mundial sobre o local se deve ao fato de ser uma “ilha virgem”, protegida e reconhecida pelas comunidades locais como o Santuário de Vida Selvagem da Ilha Vostok.
UM SANTUÁRIO PROTEGIDO
A decisão de transformar a ilha em um santuário teve como objetivo preservar importantes colônias de aves marinhas, como o atobá-de-pés-vermelhos (*Sula sula*), a fragata-pequena (*Fregata minor*), o rabiforcado-pequeno (*F. ariel*), *Anous minutus* e o trinta-réis-branco (*Gygis alba*).
O local é tão restrito que, para desembarcar em suas costas, é necessário um permissão especial concedida pelo governo de Kiribati. Além disso, em 2014, foi estabelecida uma zona de exclusão pesqueira de 12 milhas náuticas ao redor de cada uma das ilhas Line do sul, que incluem Caroline, Flint, Malden, Starbuck e Vostok.
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Por fim, o motivo pelo qual essa ilha isolada no meio do Oceano Pacífico nunca foi explorada comercialmente para agricultura ou pecuária remonta a 1922, quando todas as tentativas de cultivo de coqueiros fracassaram. A densa vegetação de Pisonia impede que outras espécies se estabeleçam no solo, dando a impressão de que o próprio ecossistema se protege contra invasores externos.
Fonte: O Globo