O dia do orgasmo é comemorado no dia 31 de julho e o mês todo é voltado para a reflexão e debates importantes sobre sexo
Julho é o Mês do Orgasmo, a data oficialmente comemorada dia 31 do mês levanta alguns questionamentos sobre o tão sonhado clímax. O discurso do prazer nunca esteve tão em alta nas redes sociais. Mas, apesar de todas as vantagens desse discurso, é necessário refletir se isso não se torna uma nova pressão — o de precisar chegar ao orgasmo.
Se antes o sexo e o orgasmo, principalmente feminino, era cheio de tabus e silêncio, hoje vivemos uma era em que o orgasmo é quase uma obrigação. A educadora sexual Julianna Santos destaca que a expectativa de clímax pode ser tornar uma nova pressão e demanda para o sexo.
“O orgasmo não pode ser tratado como uma meta a ser cumprida, mas sim como parte de uma experiência de autoconhecimento, relacionamento consigo e com o outro. É um convite à escuta do próprio corpo”, explica a profissional.
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Além disso, Julianna aponta que a experiência do orgasmo é diferente para cada pessoa. “A experiência orgástica pode ser profundamente subjetiva, multifacetada e até mesmo desvinculada do contato físico direto, envolvendo áreas como imaginação, memória afetiva, vínculos emocionais e segurança psíquica” explica Julianna.

Julianna ainda aponta que apesar da importância de reivindicar o prazer clitoriano, é necessário democratizar o acesso ao conhecimento sobre zonas erógenas, é hora de ir além: o corpo inteiro pode ser uma zona de prazer.

Fotos: Reprodução
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“Não se trata apenas de tocar, mas de sentir-se tocado emocionalmente, respeitado e conectado com o próprio desejo”, ensina a profissional.
Fonte: Metrópoles