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Esporte no Amazonas
Mestre do jiu-jítsu amazonense, Roberval Ajuricaba recebe graduação póstuma em homenagem
Foto: Divulgação

Ex-alunos e amigos se reuniram em Manaus para celebrar a trajetória do professor, que marcou gerações de atletas dentro e fora dos tatames

A memória de um dos nomes que ajudaram a construir a história do jiu-jítsu no Amazonas foi celebrada no último dia 26 de setembro. Alunos, amigos e admiradores de Roberval Mascarenhas, conhecido no meio da luta como Ajuricaba, se reuniram para prestar uma homenagem ao mestre, que recebeu, de forma póstuma e simbólica, a graduação à faixa coral vermelha e preta.

 

O gesto representou o reconhecimento a uma trajetória marcada por títulos, formação de atletas e dedicação ao desenvolvimento do jiu-jítsu no Amazonas e também no exterior. O nome Ajuricaba, inspirado no guerreiro indígena amazonense símbolo de resistência e coragem, acabou se tornando uma identidade que acompanhou o professor durante sua carreira.

 

Antes de se dedicar ao jiu-jítsu, Roberval Mascarenhas construiu uma trajetória de destaque na natação. O talento esportivo também fazia parte da família. Seu irmão Jeferson Mascarenhas se tornou um dos nomes reconhecidos da modalidade em Manaus.

 

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Foi ainda na década de 1980 que Roberval começou a treinar jiu-jítsu na academia HBJ. O talento rapidamente apareceu nos campeonatos e, ao longo dos anos, ele passou a ocupar espaço de destaque entre os competidores amazonenses.

 

Em 1995, Ajuricaba alcançou um dos momentos mais importantes de sua carreira. No Rio de Janeiro, conquistou o título de campeão brasileiro adulto na categoria absoluto. Na sequência, recebeu a faixa preta, dando início a uma trajetória de mais de três décadas nessa graduação.

 

Em 2026, Roberval completaria 31 anos como faixa preta. Ao longo desse período, tornou-se professor, competidor e formador de atletas, deixando uma contribuição reconhecida por integrantes da comunidade do jiu-jítsu no Amazonas.

 

Dedé Pederneiras e Ajuricaba, um dos principais representantes da Nova União no Amazonas.

Dedé Pederneiras e Ajuricaba, um dos principais

representantes da Nova União no Amazonas.

 

Durante os anos 1990, Ajuricaba comandou o tatame instalado no tradicional Clube da Caixa, em Manaus. No local, ajudou a formar diversos atletas que posteriormente construíram suas próprias trajetórias na modalidade.

 

Entre os alunos estava seu irmão mais novo, Iran Mascarenhas, além de Victor Hugo, major da Polícia Militar do Amazonas e atual bicampeão mundial na categoria Master.

 

A atuação de Ajuricaba, porém, ultrapassou os resultados obtidos em competições. Para alunos e amigos, o professor ficou marcado principalmente pela maneira como transmitia conhecimento e pela relação construída com aqueles que passaram por seus tatames.

 

O patriarca da família Mascarenhas sempre presente nas solenidades que exaltam a memória do seu filho no mundo da luta.

O patriarca da família Mascarenhas sempre presente nas solenidades

que exaltam a memória do seu filho no mundo da luta.

 

Sua influência também alcançou outros países. Durante o período em que viveu na Suécia, onde permaneceu por dois anos, Ajuricaba contribuiu para o desenvolvimento e a divulgação do jiu-jítsu no país escandinavo, levando conhecimentos adquiridos ao longo de sua trajetória no esporte.

 

Roberval Mascarenhas morreu após complicações decorrentes de um procedimento cirúrgico malsucedido. A partida deixou uma legião de alunos, amigos e admiradores que mantêm vivas as lembranças do professor e dos ensinamentos compartilhados ao longo dos anos.

 

A cerimônia realizada em 26 de setembro teve justamente esse propósito: preservar a memória do mestre e reconhecer simbolicamente uma graduação que faria parte de sua trajetória em 2026.

 

Parte dos alunos do Mestre Ajuricaba Mascarenhas da época do Clube da Caixa responsáveis pela organização da homenagem e graduação póstuma.

Parte dos alunos do Mestre Ajuricaba Mascarenhas da época

do Clube da Caixa responsáveis pela organização da

homenagem e graduação póstuma.

Foto: Divulgação

 

A faixa coral vermelha e preta entregue de forma póstuma representou mais do que uma graduação. Foi uma homenagem à história construída por Ajuricaba nos tatames, aos atletas que ajudou a formar e às pessoas que tiveram suas vidas marcadas por seus ensinamentos.

 

Seu legado permanece presente nas histórias contadas por alunos e amigos, nos atletas que ajudou a formar e na expansão do jiu-jítsu que ajudou a promover no Amazonas e além das fronteiras brasileiras.

 

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Roberval “Ajuricaba” Mascarenhas permanece, assim, eternizado na memória do esporte amazonense e em “Um Amazonas de Lutas”. 

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