Entre as principais preocupações do mercado, estão elevados gastos da Meta (dona de Facebook e Instagram) com inteligência artificial (IA)
Imagine a cena: você é dono do maior Facebook do pedaço, também controla Instagram, WhatsApp e até o tal do Threads, e de repente seu império perde mais de trezentos bilhões de dólares só em março. Parece roteiro de comédia, mas é a vida real de Mark Zuckerberg e da Meta. A semana passada foi de ladeira: as ações despencaram 11%, e no mês inteiro a queda foi de 19%, levando embora cerca de R$ 1,6 trilhão.
Os mercados estão de cabelo em pé com os gastos gigantescos da empresa em inteligência artificial. Para tentar segurar a onda, a Meta teve que demitir centenas de pessoas, principalmente da divisão de realidade virtual e de algumas áreas de redes sociais e recrutamento. É a famosa “corrida da IA”: investir bilhões, contratar os melhores talentos, e ainda assim ter que cortar custos em tudo que dá.
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Em janeiro, tudo parecia um mar de rosas: as ações subiram 8,5% e estavam entre as 25 melhores da bolsa. Agora, a história é outra, e a Meta enfrenta sua pior fase desde outubro de 2022. Os investidores, que antes estavam sorrindo com o crescimento, agora observam cautelosamente cada movimento, como quem tenta adivinhar se o próximo passo é queda ou recuperação.
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Mesmo assim, na segunda-feira (30/3), os papéis ensaiaram uma recuperação de 1,27%, cotados a US$ 532,40, como quem diz: “calma, ainda estamos de pé”. Mas a verdade é que o fantasma dos bilhões perdidos e da conta alta da IA não vai embora tão fácil. A Meta precisa equilibrar inovação e gastos com cuidado extremo, ou a próxima tempestade no mercado pode ser ainda maior.