A sede da Meta, na Califórnia, nos EUA
A Meta anunciou a demissão de cerca de 700 funcionários nesta quarta-feira, em mais um corte de pessoal enquanto muda o foco para a inteligência artificial. A decisão chamou atenção porque aconteceu menos de 24 horas depois da empresa divulgar um novo programa de ações milionário para seus principais executivos.
O plano prevê que seis altos executivos possam receber até US$ 921 milhões cada ao longo dos próximos cinco anos, caso metas ambiciosas sejam atingidas. Segundo a empresa, o objetivo é reter talentos e acelerar o crescimento na era da IA. A medida, porém, gerou críticas pela contradição entre demissões e bônus milionários.
O CEO Mark Zuckerberg tem apostado alto na inteligência artificial e já declarou que quer desenvolver uma espécie de “superinteligência”. Nos últimos anos, a empresa vem investindo bilhões para montar equipes especializadas e expandir sua atuação além das redes sociais e do metaverso.
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As demissões atingiram principalmente a divisão Reality Labs, responsável por produtos de realidade virtual, além de áreas como recrutamento, vendas e até o Facebook. Embora representem uma pequena parte dos cerca de 78 mil funcionários da empresa, os cortes mostram uma mudança clara de prioridade.
No mesmo dia, a Meta também enfrentou outro problema: um júri de Los Angeles considerou a empresa responsável por prejudicar um jovem com recursos viciantes no Instagram. O caso pode abrir caminho para novas ações judiciais envolvendo o impacto das redes sociais na saúde mental dos usuários.
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Mesmo com as críticas, a empresa afirma que está fazendo uma grande aposta no futuro. A meta é atingir um valor de mercado de US$ 9 trilhões até 2031, impulsionada principalmente pela inteligência artificial. Segundo Zuckerberg, a tecnologia deve mudar drasticamente o mercado de trabalho, permitindo que menos pessoas façam mais tarefas.