Aportes da empresa em projetos de infraestrutura para o desenvolvimento da tecnologia podem chegar a US$ 600 bilhões nos EUA até 2028
A Meta está demitindo centenas de funcionários como parte de uma reestruturação que afeta diversas equipes da empresa, incluindo vendas, recrutamento e a divisão de hardware Reality Labs. As demissões ocorrem ao mesmo tempo em que a Meta tem gastos recordes com Inteligência Artificial.
As demissões afetarão funcionários tanto nos Estados Unidos quanto em outros mercados internacionais, segundo fontes. No entanto, parte dos empregados impactados poderá receber ofertas para outros cargos ou a chance de se mudar para outra localidade para permanecer na empresa, afirmou a fonte que preferiu não se identificar. Alguns membros da divisão Reality Labs foram orientados a trabalhar remotamente na quarta-feira, em preparação para os cortes, de acordo com duas pessoas com conhecimento do anúncio.
“Equipes em toda a Meta passam regularmente por reestruturações ou implementam mudanças para garantir que estejam na melhor posição para atingir seus objetivos”, afirmou um porta-voz da empresa em comunicado.
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“Sempre que possível, estamos encontrando outras oportunidades para funcionários cujas posições possam ser impactadas", complementou.
Os cortes afetarão menos de mil funcionários no total, de acordo com uma fonte. A Meta tinha cerca de 79 mil empregados em todo o mundo no início do ano.
A Meta tem sido uma das empresas de tecnologia que mais investem em inteligência artificial. A companhia projetou gastos de capital recordes para este ano — de até US$ 135 bilhões — e o CEO Mark Zuckerberg afirmou que a empresa gastará US$ 600 bilhões em projetos de infraestrutura nos EUA até 2028. Zuckerberg já discutiu anteriormente como a IA irá transformar os fluxos de trabalho da empresa, e engenheiros já utilizam agentes de IA para ajudar na programação e em outros projetos.
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A empresa já vinha reduzindo seu quadro de funcionários neste ano. A Reality Labs, divisão interna responsável por desenvolver hardware futurista como óculos de IA e headsets de realidade virtual, cortou mais de 1 mil pessoas em janeiro, enquanto a empresa redirecionava mais recursos para dispositivos vestíveis com IA e se afastava de alguns de seus produtos de mundo virtual, conhecidos como metaverso.