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Meta fecha acordo com jovem que acusou Instagram de provocar dependência e evita novo julgamento nos EUA
Foto: Jim Watson / AFP

Processo, movido por jovem de 18 anos e cujo julgamento estava previsto para a próxima semana, era o quarto de nove ações escolhidas como modelo para julgar o assunto nos EUA

A Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, chegou a um acordo extrajudicial com uma jovem de 18 anos que acusava as plataformas de terem sido desenvolvidas para estimular o uso compulsivo das redes sociais. O entendimento foi anunciado nesta sexta-feira (30), durante a preparação de um julgamento em Los Angeles, nos Estados Unidos.

 

A adolescente, identificada pelas iniciais K.D.B., alegava que o funcionamento dos aplicativos contribuiu para problemas de saúde mental e transtornos alimentares. Os termos financeiros do acordo não foram divulgados, e a empresa não precisará enfrentar o júri nesse processo específico.

 

Na semana anterior, a Meta já havia firmado outro acordo com uma segunda autora, identificada como S.J., de 16 anos. Com os dois entendimentos, a companhia deixou de ser ré no julgamento, que deverá prosseguir contra a Snap, controladora do Snapchat. A audiência está prevista para começar em 4 de novembro.

 

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As duas jovens afirmaram que começaram a utilizar plataformas digitais ainda na infância e desenvolveram hábitos compulsivos. Entre os recursos apontados na ação estão a reprodução automática de vídeos e a rolagem infinita, considerados pelas autoras mecanismos que incentivariam a permanência prolongada nos aplicativos.

 

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O caso faz parte de milhares de processos movidos nos Estados Unidos contra empresas de tecnologia, com acusações de que recursos das redes sociais prejudicam a saúde mental de crianças e adolescentes. As companhias negam ter desenvolvido suas plataformas com a intenção de provocar dependência e afirmam que adotam medidas para aumentar a segurança dos usuários mais jovens. 

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