Logo após deixar o espaço aéreo da Malásia, o avião desviou da rota planejada e perdeu contato com os controladores de voo
Mais de uma década após desaparecer sem deixar explicações, o voo MH370, da Malaysia Airlines, continua sendo um dos maiores mistérios da história da aviação. Em 8 de março de 2014, o Boeing 777 decolou de Kuala Lumpur, na Malásia, com destino a Pequim, na China, levando 239 pessoas a bordo. A aeronave nunca chegou ao destino e, até hoje, sua fuselagem principal não foi encontrada.
Logo após deixar o espaço aéreo da Malásia, o avião desviou da rota planejada e perdeu contato com os controladores de voo. Sem qualquer pedido de socorro ou indicação de problemas técnicos, o desaparecimento deu início à maior operação de buscas já realizada na aviação civil.
Mesmo após anos de investigações e da localização de fragmentos da aeronave em praias do Oceano Índico, o destino do MH370 permanece desconhecido.
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As principais teorias
Ao longo dos anos, diversas hipóteses foram levantadas para explicar o desaparecimento do avião. Entre elas estão uma falha técnica catastrófica, uma despressurização que teria incapacitado todos a bordo, interferência externa nos sistemas da aeronave e até um ato deliberado de um dos pilotos.
Nenhuma dessas teorias, no entanto, foi comprovada. A ausência das caixas-pretas impede que os investigadores reconstruam com precisão os momentos finais do voo.

O piloto Zaharie Ahmad Shah, em sua casa, com seu simulador de voo – Divulgação/Youtube
O piloto no centro das investigações
O comandante Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos, acumulava mais de 18 mil horas de voo e era considerado um profissional experiente.
Durante a investigação, autoridades encontraram em seu simulador doméstico registros de rotas semelhantes à trajetória que teria sido seguida pelo MH370 rumo ao sul do Oceano Índico. Apesar disso, nunca surgiram provas conclusivas de que ele tenha provocado o desaparecimento da aeronave.
O copiloto Fariq Abdul Hamid também foi investigado, mas não foram encontrados indícios de envolvimento.
Fragmentos encontrados pelo oceano
Desde 2015, cerca de 30 destroços confirmados ou considerados altamente prováveis do MH370 foram encontrados em países banhados pelo Oceano Índico, como Madagascar, Moçambique, Tanzânia e na ilha francesa de Reunião.

Cena de ‘Voo 370: O avião que desapareceu’ - Divulgação/Netflix
Um dos casos mais curiosos ocorreu em Madagascar, onde uma peça do trem de pouso foi utilizada durante anos por uma família como tábua de passar roupas, sem que soubessem sua origem.
Embora os fragmentos tenham ajudado a confirmar que a aeronave caiu no Oceano Índico, eles não permitiram determinar exatamente onde ocorreu o impacto.
O mistério dos celulares que continuavam chamando
Nos dias seguintes ao desaparecimento, familiares relataram que os telefones celulares de alguns passageiros ainda chamavam quando eram acionados.

Cena de ‘Voo 370: O avião que desapareceu’/ Crédito: Divulgação/Netflix
Especialistas explicaram posteriormente que esse toque não significava que os aparelhos estavam ligados. O sinal era gerado automaticamente pelas centrais telefônicas enquanto tentavam localizar os dispositivos na rede, algo comum em sistemas de telefonia da época.
Buscas continuam com novas tecnologias
A operação oficial liderada pela Austrália foi encerrada em 2017 após vasculhar uma extensa área do fundo do Oceano Índico sem sucesso.
Em 2018, a empresa Ocean Infinity realizou uma nova missão utilizando veículos submarinos autônomos. Novas buscas ainda são discutidas com o apoio de tecnologias mais avançadas de mapeamento e análise de sinais.
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Enquanto a fuselagem e as caixas-pretas não forem localizadas, o desaparecimento do MH370 seguirá como um dos maiores enigmas da aviação mundial, mantendo viva a esperança das famílias das 239 vítimas por uma resposta definitiva.