A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet anunciou neste sábado (19) a retirada de sua candidatura ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas. A decisão encerra a campanha da chilena para suceder António Guterres, cujo segundo mandato termina em 31 de dezembro de 2026.
Bachelet comunicou a desistência por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Ela afirmou que continuará atuando no cenário internacional e destacou que sua campanha havia defendido o fortalecimento do multilateralismo e do direito internacional.
A retirada ocorreu após uma terceira consulta informal entre os integrantes do Conselho de Segurança da ONU, realizada na sexta-feira (18). Segundo os resultados divulgados, Bachelet recebeu um voto favorável e 11 contrários, em uma votação que indicou perda de apoio à candidatura.
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A ex-presidente chilena contava com o apoio do Brasil e do México na disputa. Bachelet foi presidente do Chile por dois mandatos e também ocupou o cargo de alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
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Com a saída de Bachelet, sete candidatos permanecem na disputa pela sucessão de Guterres. O Conselho de Segurança deverá realizar novas consultas antes de recomendar um único nome à Assembleia Geral da ONU, formada por 193 países.