Ex-primeira-dama tem a maior receita da disputa e aparece à frente nas pesquisas; Bia Kicis recebeu R$ 2 milhões do partido, enquanto Leila do Vôlei declarou R$ 3,05 milhões
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) recebeu R$ 3,448 milhões do Partido Liberal para sua campanha ao Senado pelo Distrito Federal, segundo dados da prestação de contas apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com o repasse, ela passou a ter a maior receita entre os 13 candidatos que disputam as duas vagas disponíveis no DF.
O valor corresponde à primeira transferência registrada pela direção nacional do PL para a campanha de Michelle e representa cerca de 90% do limite de gastos estabelecido pela Justiça Eleitoral para cada candidatura ao Senado no Distrito Federal, de R$ 3,81 milhões.
A segunda maior receita é da senadora Leila do Vôlei (PDT), que busca a reeleição. Ela declarou R$ 3,05 milhões, sendo R$ 3 milhões repassados pelo próprio partido e R$ 50 mil provenientes do PSOL.
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Na terceira posição aparece a deputada federal Bia Kicis (PL), que recebeu R$ 2,048 milhões do partido para a campanha ao Senado. As duas integram a mesma chapa do PL na disputa pelas cadeiras do Distrito Federal.
Os demais candidatos que já declararam receitas têm valores significativamente menores. Sebastião Coelho (Novo) informou R$ 201,2 mil, Marley (Avante), R$ 125 mil, e Zanata (PSTU), R$ 10 mil. Os outros concorrentes ainda não haviam registrado arrecadação no sistema da Justiça Eleitoral.
Até as 6h30 de segunda-feira, não havia despesas registradas nas campanhas de Michelle e Bia Kicis no sistema do TSE.
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O volume de recursos destinado a Michelle ocorre em meio à liderança da ex-primeira-dama nas pesquisas de intenção de voto. Levantamento da Quaest divulgado em 28 de agosto mostra Michelle com 25% das preferências para o Senado, à frente de Leila, com 17%, e da deputada federal Erika Kokay (PT), com 12%. Bia Kicis aparece com 9%.