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Microplástico no cérebro pode causar sintomas parecidos com Alzheimer
Foto: Jorg Greuel / Getty Images

Ingestão de microplásticos pode desencadear alterações comportamentais e cognitivas de forma diferente entre machos e fêmeas

Um novo estudo investigou os efeitos da exposição de curto prazo a microplásticos poliestirenos em camundongos geneticamente predispostos à doença de Alzheimer que tinham o gene APOE4. A mutação genética está presente em cerca de 20% da população e traz elevado risco para o desenvolvimento da doença.

 

O artigo foi publicado na revista Environmental Research Communications em 20 de agosto e foi feito por cientistas da Universidade de Rhode Island, nos Estados Unidos.

 

Os roedores receberam microplásticos poliestirenos marcados com fluorescência (entre 0,1 e 2 micrômetros de diâmetro) dissolvidos na água por três semanas. Os machos portadores do gene APOE4 passaram a se comportar de forma incomum: ao serem colocados em um ambiente aberto que normalmente causa receio, eles circularam mais livremente pelo centro do espaço, exibindo comportamento mais exploratório e menos cauteloso.

 

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As fêmeas, por sua vez, apresentaram dificuldades de memória — especialmente na tarefa de reconhecer objetos novos em comparação com peças familiares — refletindo déficits cognitivos tipicamente observados na doença de Alzheimer.

 

O Alzheimer é uma doença que afeta o funcionamento do cérebro de forma progressiva, prejudicando a memória e outras funções cognitivas.
Ainda não se sabe exatamente o que causa o problema, mas há indícios de que ele esteja ligado à genética.
É o tipo mais comum de demência em pessoas idosas e, segundo o Ministério da Saúde, responde por mais da metade dos casos registrados no Brasil.

 

O sinal mais comum no início é a perda de memória recente. Com o avanço da doença, surgem outros sintomas mais intensos, como dificuldade para lembrar de fatos antigos, confusão com horários e lugares, irritabilidade, mudanças na fala e na forma de se comunicar.
De acordo com o estudo, as diferenças entre sexos se assemelham aos padrões clínicos observados em humanos: homens com Alzheimer tendem a apresentar apatia ou alterações no comportamento, enquanto mulheres demonstram prejuízos mais pronunciados na memória.

 

Apesar da presença comprovada de microplásticos no cérebro humano — estima-se que cada pessoa tenha o equivalente a uma colher de plástico — ainda há incertezas quanto às implicações neurológicas no longo prazo.

 

A nova pesquisa, porém, aumenta o alerta sobre os efeitos ambientais, sugerindo que os microplásticos podem agravar predisposições genéticas ao Alzheimer e afetar o comportamento e as funções cognitivas.

 

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Os pesquisadores ressaltam que os resultados obtidos em camundongos não podem ser transpostos diretamente para humanos, especialmente sem considerar o fator envelhecimento, que é central na evolução do Alzheimer. Ainda assim, a pesquisa destaca a urgência de reduzir a poluição plástica e aprofundar estudos sobre os impactos dos microplásticos no sistema nervoso.

 

Fonte: Metrópoles

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