Em entrevista a uma revista da França, Milei atacou a mídia argentina, a ONU e Lula, além de elogiar Donald Trump
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o chamou de “ladrão” durante uma entrevista concedida à revista francesa Le Point. Na mesma conversa, divulgada nesta quarta-feira (30), o argentino declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência do Brasil e afirmou ter “grandes esperanças” de que o senador vença a eleição.
Ao comentar a relação com o Brasil, Milei acusou Lula de ter atuado contra sua campanha presidencial de 2023. O argentino afirmou que o presidente brasileiro teria enviado comunicadores e psicólogos para Buenos Aires com o objetivo de realizar o que chamou de “golpes sujos” contra sua candidatura. As acusações foram apresentadas por Milei durante a entrevista, sem apresentação, no texto publicado, de evidências que comprovassem essas alegações.
Milei também criticou a relação do governo brasileiro com países como Irã e Rússia e afirmou que o Brasil estaria seguindo uma linha política que considera próxima de regimes que ele classifica como ditaduras. Em outro trecho, o presidente argentino fez críticas à situação econômica brasileira e atribuiu ao governo Lula problemas relacionados às contas públicas.
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Ao falar sobre as eleições brasileiras, Milei declarou: “Tenho grandes esperanças de que meu amigo Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial de outubro para realizar a reforma liberal indispensável”. O presidente argentino já havia manifestado apoio público ao senador durante sua passagem pelo Brasil e na convenção do Partido Liberal que oficializou a candidatura de Flávio.
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A entrevista ocorreu na Casa Rosada, antes de Milei viajar para Paris, onde participaria de compromissos relacionados à Argentina Week e teria encontro com o presidente francês Emmanuel Macron. Durante a conversa com a revista francesa, o argentino também falou sobre economia, relações internacionais, Donald Trump, Benjamin Netanyahu, a imprensa argentina e a Organização das Nações Unidas.