Além do cultivo, o milho roxo passou a ser utilizado na produção de novos alimentos e bebidas
O cultivo do milho roxo, tradicional das regiões andinas do Peru, começou a avançar também na Amazônia peruana e vem se consolidando como alternativa de renda para agricultores familiares da região de Ucayali, no leste do país.
A iniciativa conta com apoio técnico do Instituto Peruano de Pesquisa da Amazônia, que desenvolve estudos para adaptar a cultura ao clima amazônico e ampliar a produção sustentável nas comunidades rurais.
Além do cultivo, o milho roxo passou a ser utilizado na produção de novos alimentos e bebidas. Um dos destaques é a “Camuchicha”, desenvolvida a partir da mistura da essência do milho roxo com camu-camu, fruta amazônica conhecida pela alta concentração de vitamina C.
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Segundo pesquisadores do instituto, o objetivo é fortalecer a economia das famílias produtoras e criar novas oportunidades de comercialização de produtos regionais.
A experiência pioneira ocorreu em áreas de várzea amazônica, conhecidas pela alta fertilidade natural após o período das cheias dos rios. A agricultora Cleydis Murayari Ihuaraqui, da comunidade 7 de Junio, foi uma das primeiras produtoras a apostar no cultivo da variedade INIA 615 Black Canaan na região.
Com apoio técnico e distribuição de sementes, os primeiros plantios renderam cerca de 500 quilos de milho roxo. Parte da produção foi comercializada e o restante utilizado no consumo familiar e na fabricação de bebidas artesanais.
Após os resultados positivos, o instituto ampliou a distribuição de sementes e iniciou programas de capacitação para mais de 150 agricultores da região amazônica peruana.
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A expectativa dos pesquisadores é expandir o cultivo e consolidar o milho roxo como uma alternativa sustentável para a agricultura familiar na Amazônia.