“Faraônico”, “babilônico”, “mesopotâmico”, “nabucodonosônico”... Após seis dias de cobertura dos carnavais de São Paulo e do Rio de Janeiro para a TV Globo, Milton Cunha virou alvo, na internet, de todos os adjetivos elogiosos que costuma usar.
O narrador Everaldo Marques, seu parceiro na transmissão do Anhembi, ainda cravou seu famoso “Você é ridículo!” para acarinhá-lo. No Rio, Mariana Gross não segurou as gargalhadas nos diversos momentos hilários compartilhados com o apresentador na Sapucaí. Não tem pra ninguém: o paraense de 62 anos foi o grande personagem do nosso carnaval.
“O reumatismo está doendo, a cãibra está matando, a osteoporose já se foi, mas eu quero é me acabar”, bradou Milton ao fim do desfile da Estrela do Terceiro Milênio. A escola paulistana levou para o Sambódromo do Anhembi o enredo “Muito além do arco-íris: tire o preconceito do caminho que nós vamos passar com amor”. Na passarela, ele surgiu como rei da bateria à frente de 230 componentes caracterizados à sua semelhança. E na dispersão, foi pra galera, discursando: “Que cada um seja o que nasceu para ser! Deixa as pessoas viverem a sua liberdade”.
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Na passagem da Paraíso do Tuiuti pela Marquês de Sapucaí, contando a história de Xica Manicongo, a primeira mulher trans documentada no Brasil, Milton emocionou os espectadores com outro discurso genuíno:
“Eu, do meu lugar de fala, tiro o chapéu para escolas de samba como Tuiuti, tiro o chapéu para o presidente (Renato) Thor, por ter coragem de nos trazer, nós LGBTQIA+, excluídos, apontados, assassinados, para esse lugar de visibilidade... Parem de nos matar! O Brasil é o país que mais nos mata no mundo. É dramático, é veemente cada dedo que nos aponta, cada olhar", suplicou, continuando: "Nós somos crianças espancadas, crianças julgadas, jogadas para escanteio.
A gente não pode ir na sala, porque os vizinhos, os juízes, os diretores de colégio, os padres, todo mundo odeia a gente... Que venha Tuiuti, que venha Xica Manicombo nos representar e dizer: nós somos seres humanos, nós merecemos todo o respeito do mundo. Viva a tolerância! Viva a democracia! Viva a fraternidade! Viva o humanismo!".
Em momentos mais descontraídos, Milton chamou o ator e cantor Xamã, destaque da Grande Rio, e um dos ritmistas da Vila Isabel de “gostosos”, e convidou Simone para cantar “Então é carnaval”, em vez de “Então é Natal”, ao fim do desfile da Portela.
Também brincou com os robôs da Mocidade Independente de Padre Miguel e, ao se deparar com Martnália entre os vampiros da bateria da Vila, ganhou uma mordida no pescoço: “Eu quero ser chupado!”. Pretinho da Serrinha ficou até sem ar de tanto rir, ao lado de Karine Alves e Alex Escobar.
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Apuração terminada, temos o veredito: o dono de um admirável currículo, que inclui até pós-doutorado em História da Arte, não é (só) bagunça, não. Milton Cunha é nota 10 nos quesitos informação e carisma. E sai tão vitorioso do carnaval quanto a paulistana Rosas de Ouro e a nilopolitana Beija-Flor.
Fonte:Extra