Polícia tenta cumprir mandados de prisão contra ex-presidente da Câmara Municipal e outros cinco alvos da Operação Vectura Corrupta, que apura infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo da capital e de outros municípios de SP
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) e outros cinco investigados ainda não foram localizados pela polícia após a deflagração da Operação Vectura Corrupta. A ação investiga uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas do transporte público e em estruturas do poder público em São Paulo.
Ao todo, a Justiça expediu 16 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão. Dez dos alvos foram encontrados e presos, enquanto seis continuavam sendo procurados. Entre os não localizados estão, além de Milton Leite, o empresário Paulo Sirqueira Korek Farias e outros quatro investigados.
Milton Leite havia afirmado que estava viajando pelo interior de São Paulo e que não estava foragido. O ex-vereador disse que pretendia se apresentar às autoridades em até 24 horas, mas o prazo terminou sem que isso acontecesse. Nesta sexta-feira (18), policiais fizeram buscas em um imóvel em Sorocaba onde havia suspeita de que ele pudesse estar, mas o político não foi encontrado.
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Durante a operação em Sorocaba, os agentes apreenderam R$ 287 mil em dinheiro e US$ 89 mil na residência ligada a um assessor. O montante, convertido em reais, chega a aproximadamente R$ 744 mil. A apreensão ocorreu enquanto as equipes continuavam tentando localizar os seis alvos que permaneciam procurados.
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Segundo a investigação, Milton Leite é citado em mensagens e documentos relacionados a empresas de ônibus e é apontado pelos investigadores como possível proprietário de fato da Transwolff. O ex-vereador nega qualquer ligação com a empresa e com o PCC, e as acusações ainda estão no âmbito da investigação, sem condenação judicial.