Chuvas intensas na Zona da Mata deixam centenas de desabrigados e mantêm risco de novos desastres
Fortes chuvas atingem a Zona da Mata mineira desde a noite de segunda-feira (23/2), provocando deslizamentos, enxurradas e graves danos em várias cidades da região. Até a manhã desta quarta-feira (25/2), o balanço oficial registrava 36 mortes 30 em Juiz de Fora e 6 em Ubá, enquanto mais de 30 pessoas permanecem desaparecidas. Apenas em uma rua de Juiz de Fora, pelo menos 20 moradores foram soterrados após precipitação equivalente a quase um mês de chuva em pouco mais de quatro horas.
As cidades mais atingidas concentram centenas de desabrigados, muitos alojados em escolas públicas transformadas em abrigos temporários. As aulas foram suspensas ao menos até quinta-feira (26/2), e municípios da região decretaram situação de emergência ou calamidade pública. O volume de chuva registrado é histórico e mantém a população em alerta, já que a previsão indica novos episódios de precipitação intensa.
O cenário dificulta as operações de resgate, com solo encharcado e risco constante de novos deslizamentos. Bombeiros, Defesa Civil e equipes de saúde trabalham para localizar desaparecidos, socorrer desabrigados e agilizar a identificação de corpos, enquanto autoridades pedem que a população evite circular pela região, deslocando-se apenas em casos de extrema necessidade.
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SITUAÇÃO NA REGIÃO
Juiz de Fora e Ubá concentram os maiores estragos, com deslizamentos e enxurradas simultâneos.
Centenas de pessoas estão desabrigadas e alojadas em abrigos improvisados, principalmente escolas públicas.
As aulas foram suspensas pelo menos até quinta-feira (26/2).
Municípios decretaram situação de emergência ou calamidade, com apoio dos governos estadual e federal.
A previsão de mais chuvas mantém o risco de novos deslizamentos.
AÇÕES DO GOVERNO
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o vice, Mateus Simões (PSD), visitaram as áreas afetadas e anunciaram medidas de socorro. O governo federal, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), determinou “pronta mobilização”, enquanto o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou auxílio de R$ 800 por pessoa desabrigada, destinado à compra de colchões, mantimentos e roupas pelas prefeituras.
Apesar de tensões políticas entre a gestão estadual e a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), o governador afirmou que não há influência de ideologia na resposta à tragédia.
BUSCA E RESGATE
Bombeiros de Belo Horizonte e de outras cidades estão na região, enfrentando solo encharcado e risco de novos deslizamentos, para resgatar pessoas desabrigadas e localizar desaparecidos. A Defesa Civil Nacional, peritos e médicos legistas da Polícia Civil foram acionados para agilizar a identificação de corpos e liberação para sepultamentos.
Centenas de voluntários e profissionais continuam atuando, apesar das condições adversas, para atender os sobreviventes e minimizar os impactos da tragédia.
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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de “grande perigo”, válido até a noite de sexta-feira (27/2), destacando que a Zona da Mata, o Vale do Rio Doce e regiões Sul e Sudoeste de Minas podem registrar volumes acima de 100 milímetros de chuva por dia, com alto risco de desabamentos, alagamentos e enchentes.