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Minha dor é a dor de todas, mãe pede justiça após feminicídio brutal em São Paulo
Foto: Divulgação

Tainara foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro; crime reacende debate sobre violência contra mulheres no país

A dor de Lucia Silva, 50, se transformou em um clamor por justiça. Mãe de Tainara Souza Santos, 31, ela tenta sobreviver à perda da filha, vítima de um crime brutal ocorrido no Parque Novo Mundo, Zona Norte de São Paulo. Tainara foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro por um carro conduzido por Douglas Alves da Silva, 26, na madrugada de 29 de novembro.

 

“Se for 50 anos, que cumpra 50 anos, sem benefícios”, desabafou Lucia, em referência à pena que espera ver aplicada ao acusado. Desde a morte da filha, na véspera do Natal, após 25 dias internada no Hospital das Clínicas, a rotina da mãe é marcada pelo luto constante. Tainara teve as pernas amputadas e passou por diversas cirurgias, mas não resistiu.

 

“Esse homem destruiu a minha vida e a vida dos meus netos”, afirmou Lucia. Tainara deixou dois filhos menores de idade. As imagens do atropelamento, que circularam amplamente nas redes sociais e na televisão, provocaram comoção pública, protestos e indignação até entre agentes de segurança acostumados à violência cotidiana.

 

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Douglas Alves da Silva está preso e foi denunciado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Inicialmente, ele se tornou réu por tentativa de feminicídio e tentativa de homicídio, já que também teria tentado atropelar o homem que acompanhava Tainara. Com a morte da vítima, a acusação deverá ser alterada para feminicídio. O processo corre sob segredo de Justiça.

 

Segundo a investigação, Douglas teria se irritado ao ver Tainara acompanhada de outro homem, com quem saía de um bar na madrugada do crime. O acusado nega qualquer relacionamento com a vítima e afirma que sua intenção era atingir apenas o acompanhante, após uma confusão ocorrida dentro do estabelecimento. O homem sofreu apenas ferimentos leves.

 

FOTOS: Divulgação

 

A defesa afirma que Douglas está arrependido e classifica o crime como “horrendo”, embora conteste a motivação apontada pela investigação. O acusado está detido no Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos. Após fugir do local do atropelamento, ele foi localizado em um hotel na zona leste da capital e acabou baleado no braço ao tentar reagir à prisão.

 

Mesmo devastada, Lucia diz que tenta se reerguer. Voltou a trabalhar com o marido, padrasto de Tainara, e participa de acompanhamento psicológico duas vezes por semana. “A vida precisa continuar. Quero justiça por ela e por todas as mulheres”, declarou.

 

O caso de Tainara se soma a um cenário alarmante. O Brasil registrou, em 2025, ao menos 1.470 feminicídios, o maior número desde a tipificação do crime, em 2015. Ao todo, mais de 13 mil mulheres foram assassinadas no país em contextos de violência de gênero. A média é de quatro mortes por dia, um dado que transforma a dor individual de mães como Lucia em um retrato coletivo da violência contra mulheres no Brasil.

 

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“Que a minha dor chegue ao Congresso. Eu sinto o choro de todas as mães”, concluiu. 

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