Alexandre Padilha, ministro da Saúde, afirmou que a cepa andina do hantavírus detectada no cruzeiro MV Hondius nunca circulou no país
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que os casos de hantavírus registrados no Brasil não têm relação com o surto identificado no navio de cruzeiro MV Hondius, que vem sendo monitorado por autoridades sanitárias internacionais após mortes e suspeitas de transmissão entre passageiros.
De acordo com o ministro, a variante do vírus detectada na embarcação é a chamada cepa andina, conhecida por circular em regiões da Argentina e da Cordilheira dos Andes, mas que nunca foi identificada em território brasileiro. Padilha ressaltou ainda que o hantavírus já é conhecido pelas autoridades de saúde no país há décadas e que o Brasil possui estrutura para identificar e monitorar variantes da doença.
Segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde, o país costuma registrar entre 38 e 45 casos anuais da doença. Somente em 2026, já foram contabilizados entre sete e nove casos confirmados, dependendo da atualização dos sistemas estaduais de saúde. Apesar disso, o governo federal garante que não há evidências de conexão com o episódio envolvendo o cruzeiro internacional.
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O surto no MV Hondius chamou atenção da Organização Mundial da Saúde (OMS) após passageiros apresentarem sintomas graves da doença durante a viagem. Autoridades internacionais investigam a possibilidade de transmissão entre humanos, algo considerado raro, mas associado especificamente à cepa andina do hantavírus. Até o momento, três mortes foram registradas relacionadas ao caso.

Foto: Reprodução
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres infectados. A infecção ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas contaminadas presentes em ambientes fechados, pouco ventilados ou com sinais de infestação de ratos.
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Entre os principais sintomas da hantavirose estão febre alta, dores musculares, dor de cabeça, náuseas, vômitos e dificuldade para respirar. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória, exigindo atendimento hospitalar imediato. Não existe vacina nem tratamento antiviral específico para a enfermidade, e os cuidados médicos são voltados para suporte clínico e controle dos sintomas.