Instituto Broad, responsável por um tratamento que está em teste, compartilhou comunicado sobre o caso de Lito
O Ministério da Saúde formalizou um pedido para incluir o influenciador e piloto Lito Sousa, de 59 anos, na fase inicial de um estudo clínico experimental realizado nos Estados Unidos para pacientes com doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A solicitação foi feita ao coordenador da pesquisa ligada à Universidade Harvard.
Segundo a pasta, os pesquisadores informaram que Lito foi colocado em uma lista de espera para passar pela triagem. Isso, porém, não significa que ele já tenha conseguido uma vaga ou que receberá o medicamento experimental. A participação depende dos critérios do protocolo, da disponibilidade de vagas e das regras da FDA, agência reguladora norte-americana.
A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma condição neurológica rara, degenerativa e de evolução rápida. Atualmente, não existe tratamento aprovado para a doença em nenhum país. Os estudos em andamento buscam reduzir a produção da proteína príon, numa tentativa de frear a progressão da enfermidade, mas as terapias ainda são experimentais e não tiveram eficácia comprovada.
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Além do pedido formal, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda, fizeram contatos diretos com pesquisadores. O Ministério também informou que mantém comunicação com a família de Lito e auxilia na busca por centros de pesquisa e alternativas experimentais para a doença.
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A família vinha tentando conseguir acesso a dois estudos nos Estados Unidos. Um deles, conduzido pela farmacêutica Ionis Pharmaceuticals e que testa o medicamento ION717, está fechado para novos participantes. O outro, chamado PRiSM e ligado ao Broad Institute, está em estágio inicial e avalia uma terapia baseada em RNA de interferência.