Um policial militar e três advogados também estão entre os investigados por suposto envolvimento na organização criminosa
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta segunda-feira, 27, a Operação Usura, com apoio da Polícia Civil, para desarticular uma organização criminosa investigada por agiotagem, extorsão e organização criminosa.
A investigação foi instaurada há cerca de quatro meses, após uma denúncia apresentada por uma servidora do Poder Judiciário, que relatou a atuação do grupo contra servidores públicos. A partir das diligências realizadas, o Gaeco identificou uma estrutura organizada voltada à concessão de empréstimos com cobrança de juros abusivos e à intimidação de vítimas para garantir o pagamento das dívidas.
As ações operacionais tiveram início na última quarta-feira (22/07), quando um policial militar investigado por supostamente integrar a organização criminosa foi preso. Nesta segunda-feira, foi deflagrada a fase principal da operação, com o cumprimento dos demais mandados judiciais expedidos pela Justiça.
Veja também

.jpg)
Parte do material apreendido durante o cumprimento
dos mandados de busca e apreensão
O coordenador do Gaeco e do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (CAO-Crimo), promotor de Justiça Leonardo Tupinambá, informou que as investigações são conduzidas pelo promotor de Justiça André Epifânio, com apoio dos demais integrantes do Gaeco, e terão continuidade para identificar toda a extensão da atuação do grupo criminoso e responsabilizar todos os envolvidos.
CUMPRIMENTO DE MANDADOS JUDICIAIS
Ao todo, 24 pessoas físicas e jurídicas são investigadas. Nesta fase da operação, a Justiça expediu dois mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão. Um dos mandados de prisão continua pendente de cumprimento, pois o investigado não foi localizado e é considerado foragido.
Também foram cumpridas ordens judiciais de busca e apreensão em imóveis localizados nos bairros Japiim, Ponta Negra, Centro, Adrianópolis e Flores, em Manaus.
Durante o cumprimento dos mandados, duas pessoas foram presas em flagrante, sendo uma delas pelo crime de desacato.
.jpg)
Durante o cumprimento de um dos mandados judiciais,
os policiais encontraram quantias em dinheiro na
residência de um dos investigados
POLICIAL MILITAR E ADVOGADOS ENVOLVIDOS
Entre os investigados estão um policial militar e três advogados. Os escritórios dos profissionais também foram alvos das buscas, por serem apontados como vinculados diretamente aos investigados.
As investigações apontam que a organização criminosa concedia empréstimos de até R$ 200 mil por vítima, impondo juros que variavam entre 30% e 70% ao mês. Segundo os elementos reunidos até o momento, as cobranças eram feitas por meio de intimidação psicológica.
Até agora, foram identificadas inúmeras vítimas, a maioria servidores do Poder Judiciário. Ainda não é possível estimar o prejuízo financeiro causado pelo esquema, nem definir o período exato de atuação da organização criminosa.
APREENSÕES DURANTE A OPERAÇÃO
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam dois veículos, dinheiro em espécie, joias, documentos e aparelhos celulares.
Momento da prisão de um dos alvos da
Operação Usura (Fotos: Divulgação)
Também foram determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias dos investigados. Preliminarmente, cerca de R$ 160 mil em espécie foram localizados durante a operação, valor que ainda será submetido à conferência oficial.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
As investigações continuam sob sigilo para aprofundar a apuração dos fatos, identificar todas as vítimas, dimensionar os prejuízos causados pelo grupo criminoso e verificar a possível participação de outros envolvidos na organização criminosa.
VEJA VÍDEOS: