Denúncia aponta que facção manteve esquema financeiro comandado por Marcinho VP mesmo com o traficante preso há mais de 20 anos
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou denúncia contra o traficante Marcinho VP, além de familiares e outros integrantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho. Entre os denunciados está o rapper Oruam, apontado como um dos beneficiários do esquema investigado.
De acordo com as investigações, o grupo é acusado de envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia sustenta que, mesmo preso há décadas, Marcinho VP continuaria exercendo influência direta sobre as atividades da facção, especialmente no controle financeiro de recursos provenientes do tráfico de drogas.
Segundo o Ministério Público, a estrutura do esquema seria complexa e organizada em diferentes núcleos. Um dos principais papéis seria desempenhado pela esposa do traficante, apontada como responsável por gerenciar os recursos ilícitos. Ela teria atuado na administração de bens, empresas e propriedades rurais com o objetivo de ocultar a origem do dinheiro e reinseri-lo na economia formal.
Veja também

MC Brinquedo anuncia saída do funk após conversão religiosa e fala em novo propósito de vida
Ana Paula e Eliana batem boca no Saia Justa e web aponta climão; veja
A investigação também identificou a participação de outros integrantes da facção, que seriam responsáveis por gerar os recursos ilegais por meio do tráfico e repassá-los ao núcleo familiar. Esse dinheiro, por sua vez, passaria por processos de dissimulação, como uso de “laranjas”, aquisição de bens e movimentações financeiras fracionadas para dificultar o rastreamento.
No caso do cantor Oruam, o MP aponta que ele seria beneficiário direto do esquema, recebendo valores oriundos das atividades ilícitas para financiar sua carreira artística e manter despesas pessoais. As autoridades afirmam que recursos do tráfico teriam sido utilizados para custear viagens, eventos e investimentos ligados ao artista.

Foto: Reprodução
As apurações fazem parte de uma série de operações realizadas pela Polícia Civil e pelo próprio Ministério Público com o objetivo de desarticular o braço financeiro do Comando Vermelho. Durante essas ações, mandados de prisão e de busca foram cumpridos contra diversos envolvidos, incluindo membros da família de Marcinho VP.
Ainda conforme os investigadores, o esquema funcionava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre liderança, operadores financeiros e executores das atividades criminosas. Essa organização permitia a continuidade das operações ilegais mesmo com líderes presos, garantindo fluxo constante de recursos e manutenção do poder da facção.
A denúncia agora será analisada pela Justiça, que decidirá se aceita formalmente as acusações e transforma os investigados em réus no processo. Caso isso ocorra, eles poderão responder judicialmente pelos crimes apontados, que incluem penas severas previstas na legislação brasileira.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
O caso reforça a estratégia das autoridades de atingir não apenas a atuação direta do tráfico de drogas, mas também sua estrutura financeira, considerada essencial para a sustentação das organizações criminosas no país.