O MPF e o MPAM reforçam a necessidade de capacitação de agentes de segurança e políticas públicas para combater o racismo religioso e promover a igualdade racial no Amazonas.
O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) emitiram recomendações às secretarias de Segurança Pública (SSP-AM) e de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) para adoção de medidas voltadas ao combate do racismo religioso e à promoção da igualdade racial.
Em resposta, a Sejusc informou que retomará a elaboração do Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial, enquanto o Instituto Integrado de Ensino de Segurança Pública (Iesp) se comprometeu a atualizar, no início do ano letivo de 2026, o curso Capacitação e Prevenção aos Ilícitos de Intolerância Religiosa, incluindo de forma autônoma o conceito de racismo religioso.
As recomendações foram emitidas em novembro de 2025, com base no Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), instituído pelo Estatuto da Igualdade Racial e regulamentado pelo Decreto nº 8.136/2013, que visa articular políticas públicas e serviços para enfrentar desigualdades raciais e combater a intolerância religiosa.
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Segundo o MPF, a repressão eficaz aos casos de intolerância religiosa exige preparo e sensibilização dos agentes de segurança, especialmente aqueles responsáveis pelo registro e investigação, como os da Delegacia Especializada em Ordem Política e Social (Deops). Em 2024, foram registrados apenas 13 casos de intolerância religiosa pela SSP-AM, enquanto o Disque 100 registrou 55 denúncias, evidenciando discrepância na apuração.
O curso do Iesp terá cronograma detalhado de planejamento, atualização e oferta regular, abrangendo todos os servidores de segurança pública do Amazonas. A capacitação terá periodicidade diferenciada para servidores da Deops e será realizada em parceria com a Sejusc.
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O MPF também instaurou um procedimento administrativo de um ano para acompanhar a implementação do plano estadual e a execução das capacitações. O órgão ressalta que políticas públicas voltadas à população de terreiro são essenciais para reduzir casos de discriminação e violência, além de promover cidadania, considerando que as violações de direitos desta população ainda ocorrem tanto no Amazonas quanto no Brasil.