Avanço da chikungunya em Dourados mobiliza governo e expõe desafios na saúde indígena.
O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como crítica a situação de Dourados diante do avanço da Chikungunya. A declaração foi feita durante visita ao município nesta sexta-feira (3), que está em estado de emergência por causa do aumento de casos.
Segundo dados do governo de Mato Grosso do Sul, o estado registrou 1.764 casos confirmados da doença entre janeiro e o início de abril, além de 1.893 suspeitas em investigação. Dourados concentra o maior número de ocorrências, com 759 casos prováveis.
A situação tem impactado especialmente as comunidades indígenas da região. Dos sete óbitos registrados no estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados, incluindo dois bebês com menos de quatro meses de idade.
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Diante do cenário, o governo federal intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença. Equipes da Força Nacional do SUS foram enviadas para reforçar o atendimento, atuando junto à Secretaria de Saúde Indígena e à vigilância sanitária.
Além disso, foram liberados cerca de R$ 3,1 milhões para o município. Os recursos serão destinados a ações emergenciais, como assistência à população, limpeza urbana, eliminação de focos do mosquito e fortalecimento da vigilância em saúde.
O Ministério da Saúde também anunciou a contratação temporária de 50 agentes de combate a endemias, além do apoio de militares para intensificar as ações de controle do vetor.
Autoridades destacam que o cenário ainda é instável, com variações diárias no número de casos, o que exige monitoramento constante e resposta rápida das equipes de saúde.
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Durante a visita, o ministro também cobrou melhorias na coleta de lixo nas aldeias indígenas, apontando que o acúmulo de resíduos contribui para a proliferação do mosquito.