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Ministro alerta para gravidade das queimadas no Amazonas e anuncia investigação contra responsáveis pelos incêndios. VEJA VÍDEO
Foto: Divulgação

João Paulo Capobianco afirmou que, apesar da redução dos focos de fogo, a fumaça continua afetando Manaus; operação reúne 330 brigadistas, aeronaves e forças de segurança para combater incêndios e apurar possíveis crimes ambientais.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou nesta quarta-feira (14), em Manaus, que a situação das queimadas no Amazonas continua “muito grave”, apesar da redução no número de focos de incêndio. Durante uma visita às operações de combate ao fogo, o ministro anunciou o reforço das investigações para identificar e responsabilizar os suspeitos de provocar incêndios criminosos no estado.

 

Segundo Capobianco, a diminuição das ocorrências representa um avanço, mas ainda não permite considerar o problema controlado. A fumaça continua atingindo a capital amazonense, enquanto incêndios em regiões mais distantes e em outros estados também contribuem para a poluição do ar.

 

“Não podemos comemorar porque ainda temos uma situação grave, muito grave ainda, ainda muita fumaça, mas houve uma redução nos eventos de queimadas e incêndios”, declarou o ministro.

 

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O governo federal mantém equipes mobilizadas para conter as chamas e reduzir os impactos ambientais. Ao mesmo tempo, a estratégia prevê ampliar o trabalho de inteligência para descobrir quem está provocando os incêndios e verificar se há atuação organizada por trás das ocorrências.

 

Durante a agenda em Manaus, Capobianco destacou que o combate às queimadas precisa ir além da atuação das equipes em campo. Para ele, a identificação e a punição dos responsáveis são fundamentais para evitar que novos incêndios sejam provocados enquanto os brigadistas trabalham para conter o fogo.

 

A operação conta com a participação da Polícia Federal (PF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e das polícias Civil e Militar.

 

“Se nós não punirmos as pessoas que estão fazendo e promovendo os incêndios, nós vamos trabalhar todos nós, governo de estado, governo federal, sociedade, para apagar fogo e eles vão continuar com fogo”, afirmou.

 

O ministro também pediu que a população denuncie possíveis ações criminosas aos canais oficiais das forças de segurança. De acordo com ele, observações feitas por técnicos durante sobrevoos pela região apontam indícios de incêndios provocados deliberadamente. As informações deverão ser apuradas pelas autoridades para identificar os responsáveis e reunir provas para eventuais responsabilizações.

 

OPERAÇÃO MOBILIZA 330 BRIGADISTAS E AERONAVES

 

Durante a visita à Base Aérea de Manaus, o ministro conheceu uma das aeronaves militares utilizadas pela Força Aérea Brasileira (FAB) no combate aos incêndios florestais. O avião tem capacidade para despejar aproximadamente 12 mil litros de água em cerca de sete segundos sobre áreas atingidas pelo fogo.

 

Conforme informações do Ministério do Meio Ambiente, o governo federal mobilizou 330 brigadistas para atuar no Amazonas, com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de outros órgãos.

 

A estrutura de apoio inclui 32 veículos, sete aviões para lançamento de água, dois aviões de transporte, três helicópteros e oito embarcações. Durante a entrevista, Capobianco informou que 11 aeronaves estão em operação permanente no conjunto das ações.

 

O ministro também rebateu informações de que os aviões não estariam sendo utilizados no combate às chamas. Segundo ele, os registros de horas de voo e do volume de água lançado demonstram a atuação das equipes nas áreas afetadas.

 

VENTOS DIFICULTAM PREVISÃO PARA A FUMAÇA EM MANAUS

 

Sobre a permanência da fumaça na capital amazonense, Capobianco afirmou que não é possível estabelecer uma data para a melhora definitiva da qualidade do ar. A dispersão depende da direção dos ventos e de condições meteorológicas que não podem ser controladas pelas equipes de combate.

 

De acordo com o ministro, os incêndios mais próximos de Manaus foram reduzidos, mas focos em áreas mais distantes continuam contribuindo para a chegada de fumaça à cidade.

 

Ele também citou operações do ICMBio no Pará, onde equipes atuam em unidades de conservação federais para conter incêndios que podem agravar o cenário ambiental na região.

 

Embora os indicadores apontem uma redução das queimadas, o governo mantém as operações diante da persistência da fumaça e dos riscos provocados pelos incêndios.

 

GOVERNO QUER EVITAR NOVOS FOCOS DE INCÊNDIO

 

Para Capobianco, a estratégia de enfrentamento precisa combinar o combate direto às chamas com investigações e punições para quem for identificado como responsável por provocar incêndios de forma criminosa.

 

A atuação conjunta entre os governos federal e estadual e as forças de segurança deverá concentrar esforços na coleta de informações, na identificação dos suspeitos e na responsabilização criminal quando houver provas.

 

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O ministro voltou a reforçar que a redução dos focos não significa que a crise ambiental esteja superada. Com a fumaça ainda afetando Manaus e equipes mobilizadas em diferentes regiões, a avaliação do governo é de que o cenário continua exigindo atenção e continuidade das ações. 

 

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