NOTÍCIAS
Economia
Ministro da Fazenda diz que economia segue no caminho certo e defende medidas para proteger população
Foto: Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a economia brasileira continua avançando na direção correta, apesar dos desafios enfrentados pelo país e do cenário internacional de instabilidade provocado pela guerra no Oriente Médio. A declaração foi feita durante entrevista ao UOL News.

 

Durigan reconheceu que a percepção da população nem sempre acompanha os indicadores econômicos positivos apresentados pelo governo, principalmente devido à inflação e aos juros elevados que ainda afetam o orçamento das famílias brasileiras.

 

“Claro que eu não acho que está tudo bem para a população. E a nossa sensibilidade com a população é muito grande”, afirmou o ministro.

 

Veja também

 

Tem dinheiro parado? Brasileiros ainda podem sacar mais de R$ 10 bilhões esquecidos em bancos

 

'Convocação de Neymar mudou tudo': Comércio popular entra em clima de Copa e vendas disparam com corrida por produtos da Seleção

Segundo ele, o fortalecimento da economia permite ao governo implementar medidas destinadas a reduzir os impactos das crises internacionais sobre os brasileiros. Como exemplo, citou os programas de subsídio aos combustíveis e o Desenrola Brasil, criado para ajudar pessoas endividadas a regularizarem sua situação financeira.

 

De acordo com Durigan, cerca de seis milhões de famílias já foram beneficiadas pelo Desenrola, sendo que quatro milhões conseguiram limpar seus nomes e voltar a ter acesso ao crédito.

 

O ministro também destacou que os efeitos da guerra no Oriente Médio têm pressionado os preços da energia e dos combustíveis em diversos países. Apesar disso, afirmou que o impacto no Brasil permanece menor do que em outras nações.

 

“Tem país no mundo falando em racionamento de combustível. Basta olhar para a Coreia do Sul e para a Índia”, declarou.

 

Durante a entrevista, Durigan rejeitou a tese de que os juros elevados no Brasil sejam consequência direta da situação fiscal do país. Ele afirmou que o governo não pretende alterar as regras fiscais vigentes, mesmo diante dos reflexos econômicos provocados pelo conflito no Golfo Pérsico.

 

O ministro também alertou para a necessidade de responsabilidade fiscal por parte do Congresso Nacional, defendendo que projetos com elevado impacto nas contas públicas sejam analisados com cautela. Como exemplo, mencionou a chamada PEC dos Templos Religiosos, que, segundo ele, poderia aumentar a carga tributária sobre a população.

 

Outro tema abordado foi o mercado de apostas esportivas. Durigan afirmou ser contrário à proibição das chamadas “bets”, argumentando que a medida poderia estimular o crescimento de plataformas clandestinas.

 

Em contrapartida, defendeu uma regulamentação rigorosa para o setor, comparando a atividade à indústria do cigarro devido aos riscos sociais e financeiros associados ao jogo.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram 

 

Questionado sobre a arrecadação gerada pelas empresas de apostas, o ministro ressaltou que os recursos obtidos pelo governo são resultado justamente da regulamentação da atividade, considerada essencial para garantir fiscalização e controle do mercado. 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.