Vinte e sete ministros da Agricultura dos Estados-membro da União Europeia se reuniram na Bélgica para discutir acordo com Mercosul
A União Europeia anunciou o adiantamento de incentivos financeiros para agricultores, em mais uma tentativa de reduzir resistências internas e viabilizar a assinatura do acordo de livre comércio com o Mercosul. A proposta prevê a liberação antecipada de até € 45 bilhões para o setor. Os 27 ministros da Agricultura do bloco participam de uma reunião extraordinária em Bruxelas, na tarde desta quarta-feira (7/1), para superar últimos entraves.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enviou uma carta aos Estados-membros e ao Parlamento Europeu propondo ajustes na Política Agrícola Comum (PAC) do bloco para o próximo ciclo orçamentário de 2028-2034. A medida prevê o acesso antecipado a recursos e funciona como uma injeção financeira para aumentar a competitividade dos agricultores europeus.
Nas palavras de Von der Leyen, a iniciativa tem como objetivo tornar o setor agrícola mais preparado para enfrentar pressões globais, incluindo os impactos de acordos comerciais. O pacote se soma às salvaguardas já aprovadas pelo Parlamento Europeu, que criaram mecanismos de proteção ao mercado agrícola europeu no contexto do acordo com o Mercosul.
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A assinatura da parceria, prevista para o mês passado, foi adiada após a Itália, liderada pela primeira-ministra Giorgia Meloni, pedir mais tempo para negociar apoio interno, especialmente entre agricultores. O voto italiano é considerado decisivo no Conselho Europeu, já que França, Polônia e Hungria permanecem contrárias ao acordo.
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Os agricultores franceses continuam sendo o principal foco de resistência. Eles argumentam que o tratado abriria espaço para concorrência desleal com produtos sul-americanos, produzidos sob regras ambientais e sanitárias diferentes das exigidas na União Europeia.
Fonte: Metrópoles