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Missionária mantinha relacionamentos com dois criminosos, um preso e outro foragido, aponta investigação
Foto: Reprodução

Um deles era apontado como liderança do Comando Vermelho e outro estava preso havia mais de duas décadas; polícia diz que família de religiosos também movimentava dinheiro da facção

Uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso revelou que a missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, presa durante a Operação Fariseus, teria mantido relacionamentos amorosos com dois integrantes apontados como lideranças do Comando Vermelho no estado. Um deles estava preso e o outro teria fugido para o Rio de Janeiro após romper a tornozeleira eletrônica. As informações foram apresentadas pelo Fantástico.

 

Segundo os investigadores, Rhavenna teria se relacionado com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como uma das lideranças da facção em Mato Grosso. Condenado a 49 anos de prisão, ele deixou a unidade prisional em regime semiaberto em setembro de 2024, rompeu a tornozeleira três dias depois e fugiu para o Rio. Mensagens analisadas pela polícia indicariam que a missionária sabia onde ele estava escondido e mantinha contato frequente com o criminoso.

 

A investigação também apontou um relacionamento com Renildo Silva Rios, preso há mais de duas décadas por crimes como homicídio, tráfico e organização criminosa e apontado como um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso. De acordo com a polícia, ele teria presenteado Rhavenna com joias e um carro, além de manter contato com ela por videochamadas.

 

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As suspeitas vão além dos relacionamentos. Rhavenna e os pais, os pastores Nivaldo e Orminda de Almeida, integravam um grupo autorizado a prestar assistência religiosa em presídios. Segundo a investigação, o acesso às unidades teria sido utilizado para manter contato com integrantes da facção, repassar recados e movimentar ou ocultar recursos financeiros. Os investigadores também encontraram no celular da missionária mensagens, fotos e vídeos relacionados a criminosos armados, dinheiro, joias e veículos de luxo.

 

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Rhavenna, Orminda e Nivaldo foram indiciados por organização criminosa e lavagem de dinheiro, enquanto outras mulheres ligadas ao grupo foram indiciadas por falso testemunho. A defesa de Rhavenna nega as acusações e afirma que os fatos serão esclarecidos durante o processo. A defesa de Orminda também negou participação em organização criminosa. Nivaldo morreu recentemente em decorrência de um câncer. 

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