Estudo de esqueletos humanos decapitados achados em sítio neolítico eslovaco apontam que a cabeça era retirada logo após a morte
Uma descoberta arqueológica intrigante está chamando a atenção da comunidade científica. Pesquisadores encontraram pelo menos 77 esqueletos humanos sem cabeça em um antigo assentamento neolítico localizado em Vráble, na atual Eslováquia. Os restos mortais têm cerca de 7 mil anos e podem estar ligados a um misterioso ritual funerário praticado na pré-história.
À primeira vista, a cena levou os especialistas a cogitarem a possibilidade de um massacre em larga escala. No entanto, análises detalhadas dos ossos indicaram que os crânios teriam sido removidos após a morte das vítimas, de forma cuidadosa e intencional, afastando a hipótese inicial de execução violenta.
Durante as escavações, os arqueólogos encontraram pares de esqueletos sem cabeça e um grande enterro coletivo dentro de uma vala. Marcas deixadas nos ossos sugerem que ferramentas afiadas foram utilizadas para retirar os crânios, preservando partes importantes do rosto, o que reforça a teoria de um ritual com significado simbólico.
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Os pesquisadores acreditam que, naquela sociedade, a cabeça humana poderia representar a identidade, a personalidade ou até mesmo a ligação espiritual dos mortos. A remoção dos crânios faria parte de cerimônias realizadas após o falecimento, embora o verdadeiro significado da prática ainda permaneça desconhecido.
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A descoberta foi liderada por cientistas da Academia Eslovaca de Ciências e da Universidade de Kiel, na Alemanha. As investigações continuam no local e os especialistas esperam encontrar novas evidências que possam ajudar a desvendar um dos rituais funerários mais enigmáticos já registrados na Europa pré-histórica.